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Justiça

6ª fase da Operação Compliance Zero amplia cerco sobre investigados do Banco Master

Etapa mira suspeitas de intimidação, lavagem de dinheiro e acesso ilegal a informações sigilosas

6ª fase da Operação Compliance Zero amplia cerco sobre investigados do Banco Master

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (14) a sexta etapa da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos relacionados ao Caso Master.

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Segundo informações divulgadas pelo Governo Federal, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e incluem medidas de afastamento de cargos públicos, além de bloqueio e sequestro de bens.

Os investigadores apuram crimes de ameaça, organização criminosa, violação de sigilo funcional, corrupção e invasão de dispositivos informáticos.

A nova etapa ocorre enquanto a Polícia Federal amplia a análise sobre estruturas financeiras, operadores e relações políticas ligadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A investigação também busca aprofundar suspeitas de obtenção ilegal de informações sigilosas e práticas de intimidação atribuídas ao núcleo investigado.

Banco Central identificou irregularidades em 2025

Como divulgado pelo O Brasilianista, a origem da Operação Compliance Zero está ligada a uma representação apresentada pelo Banco Central em julho de 2025.

O órgão apontou movimentações consideradas atípicas nas negociações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

As apurações começaram após o Banco Central rejeitar a tentativa de venda do Master ao BRB. O regulador identificou fluxo elevado de recursos transferidos pela instituição pública ao banco privado durante os primeiros meses de 2025.

O Banco Master passou a chamar atenção do mercado após ampliar rapidamente a oferta de investimentos de alto rendimento e elevado risco.

A instituição expandiu sua carteira de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de R$ 2,5 bilhões para cerca de R$ 40 bilhões em seis anos.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025. Outras empresas ligadas ao grupo financeiro também tiveram atividades encerradas posteriormente por suspeitas de participação nas operações investigadas.

Operação avançou em diferentes linhas de investigação

A primeira etapa da Compliance Zero teve como foco a emissão de títulos considerados fraudulentos dentro do Sistema Financeiro Nacional. Na ocasião, a Polícia Federal apontou prejuízo bilionário envolvendo operações ligadas ao banco.

Na segunda fase, os investigadores aprofundaram suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Houve bloqueio de bens superiores a R$ 5,7 bilhões.

A terceira fase passou a investigar possíveis crimes de ameaça, corrupção e invasão de dispositivos eletrônicos.

A Polícia Federal também cumpriu mandados de prisão preventiva e realizou novas buscas em São Paulo e Minas Gerais.

Já a quarta e a quinta etapas concentraram investigações sobre lavagem de dinheiro, pagamento de vantagens indevidas e relações financeiras envolvendo agentes públicos, operadores políticos e empresas ligadas ao grupo investigado.

Delação de Vorcaro aumentou pressão política

Daniel Vorcaro apresentou proposta de delação premiada à Polícia Federal no início de maio. O material entregue pelo ex-banqueiro inclui nomes ligados ao sistema financeiro, à política nacional e a operadores associados ao Caso Master.

Após o avanço das negociações da colaboração premiada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) passou a integrar oficialmente a lista de investigados da operação.

Relatórios da Polícia Federal citam suspeitas de pagamentos mensais feitos pelo banqueiro ao parlamentar.

As investigações também alcançaram Raimundo Nogueira, irmão do senador. A Polícia Federal suspeita que ele tenha participado da sustentação operacional de estruturas empresariais vinculadas ao núcleo investigado.

Decisões autorizadas pelo ministro André Mendonça incluíram restrições de contato entre investigados, buscas em endereços ligados aos alvos da operação e bloqueios patrimoniais.

Caso ganhou novo desdobramento após revelações sobre filme

Como informou O Brasilianista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta semana que procurou investidores privados para financiar o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração ocorreu após o Intercept Brasil divulgar mensagens, comprovantes bancários e registros de negociações envolvendo cerca de US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época.

A publicação também apontou que os recursos eram enviados ao fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

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