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Justiça

Caso Master: Os Meninos dos Vorcaro

Grupo era formado por hackers e executava ataques e monitoramentos digitais clandestinos ordenados por Henrique Vorcaro

Caso Master: Os Meninos dos Vorcaro

As investigações da Polícia Federal (PF) sobre as fraudes do Banco Master mostraram que Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique, dispuham de mais de um núcleo operacional para executar suas ordens. Após descobrir a existência de A Turma, grupo que intimidava desafetos dos Vorcaro, a PF encontrou informações sobre Os Meninos.

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Esse segundo grupo era formado por hackers e funcionava como uma célula de inteligência cibernética e de guerra digital para executar ataques e monitoramentos clandestinos ordenados pelos Vorcaro. Assim como A Turma, Os Meninos eram gerenciados por Felipe Mourão, capanga de Daniel e Henrique conhecido como Sicário.

A liderança técnica de Os Meninos cabia a David Henrique Alves, dono da empresa Bipe Software Brasil Ltda., usada para receber os pagamentos de R$ 75 mil mensais feitos pelos Vorcaro.

Além de David Henrique Alves, o grupo contava com Victor Lima Sedlmaier, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, conhecido como Rodriguinho, e Katherine Venâncio Telles. Sedlmaier prestava serviços técnicos digitais, enquanto Rodriguinho era responsável por adquirir domínios na internet e manter a infraestrutura usada nas operações clandestinas.

Já Telles ficou incumbida do apoio logístico ocultar equipamentos e provas após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. A PF detalha que ela participou ativamente do esforço para esconder Alves e transportar equipamentos eletrônicos, para atrapalhar a investigação sobre o Master.

Nessa tentativa de obstruir a justiça, diz a PF, David Henrique Alves e seus subordinados montaram uma estrutura móvel para proteger os equipamentos de tecnologia de ponta — como servidores e laptops criptografados — usados nos crimes. Para fugir das autoridades, o grupo também mudava constantemente de endereço.

A logística da ocultação e o aparato tecnológico, segundo a PF, foram financiados diretamente por Henrique Vorcaro após a primeira prisão de Daniel, em novembro de 2025.

A Turma

Mourão foi socorrido por agentes federais e levado ao hospital, onde foi feita a confirmação de morte cerebral (Crédito: Reprodução)

A Turma operava sob o comando do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As atividades do grupo consistiam no monitoramento de desafetos, concorrentes e autoridades que possuíssem relação com os interesses do empresário.

Para realizar essas ações, o grupo acessava bancos de dados governamentais e invadia sigilos telefônicos e bancários, além de produzir dossiês com informações privadas das vítimas. O financiamento dessa estrutura de espionagem era viabilizado através da organização financeira do próprio banco.

As investigações da Operação Compliance Zero mostraram que os métodos de A Turma incluíam a intimidação e a coação para influenciar decisões e processos. O grupo era gerenciado por Sicário, que se matou na Superintendência da PF em Minas Gerais (MG), após ser preso, em março deste ano.

Numa das conversas com Sicário, Daniel Vorcaro diz querer “mandar dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todos os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.