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Política

A origem do PCC e do Comando Vermelho

O governo dos Estados Unidos busca a classificação das duas facções como grupos terroristas

A origem do PCC e do Comando Vermelho

O crime organizado vem crescendo cada vez mais no Brasil. De Norte a Sul do país, é possível notar diversas facções criminosas que vêm se fortalecendo diante do cenário atual, aumentando ainda mais o número de crimes em território nacional.

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Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Amigos dos Amigos, Terceiro Comando, Primeiro Comando Mineiro, Paz, Liberdade e Direito, Comando Norte/Nordeste são nomes das facções espalhadas pelo país. Mas você sabe a origem do PCC e do Comando Vermelho, consideradas as mais conhecidas? As informações são da Agência Câmara de Notícias.

Origem do PCC

O Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma facção criminosa montada a partir de um time de futebol na Casa de Custódia de Taubaté, a qual era considerada a prisão mais segura do estado de São Paulo. Hoje possuindo até estatuto próprio, o grupo surgiu com o objetivo de exigir condições de vida melhores dentro da prisão e para reagir ao massacre do Carandiru, em 1992.

Em 2001, o PCC organizou diversas rebeliões em mais de 20 presídios de São Paulo. No ano seguinte, fez o mesmo, mas dessa vez em sete penitenciárias. É também responsável por ataques que causaram mais de uma centena de mortes no estado.

Origem do Comando Vermelho

Assim como o PCC, outra grande facção criminosa é o Comando Vermelho, formado por reincidentes da antiga facção chamada de Falange Vermelha, conhecida por lutar pelo fim dos maus tratos e da tortura aos prisioneiros na década de 70.

Atualmente, o grupo criminoso é conhecido principalmente por comandar o tráfico de drogas no Rio de Janeiro e tem seu nome citado de forma constante em músicas de artistas brasileiros que falam sobre crimes e afins.

Crime organizado brasileiro

Em entrevista para a Agência Câmara de Notícias, Ignacio Cano, sociólogo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, afirmou que não é possível comparar o crime organizado brasileiro com o internacional, muito por conta da grande organização da máfia italiana, por exemplo, coisa que só acontece dentro das prisões no caso das facções brasileiras.

“Acho que existe no Brasil um medo muito grande de que a violência, a delinquência, adquiram um componente político. Acho que há um medo de que a exclusão social, tradicional no Brasil, venha a se traduzir em violência política, como o que acontece na Colômbia. Acho que estamos muito longe dessa situação. Os grupos criminosos no Brasil não aspiram a tomar o poder, não têm um projeto político, eles querem o lucro, e eles trabalham parasitando o estado, corrompendo o estado, e não derrubando o estado”, disse.

Ainda segundo Ignacio, as facções brasileiras surgem dentro dos próprios presídios, como uma forma de protestos em busca de melhores tratamentos. O alto número de membros se explica devido a entrada de novos presos que buscam uma forma de proteção dentro das penitenciárias.

“Na minha avaliação, o fato de os presos se organizarem, terem líderes coletivos etc., não é negativo, acontece em todas as prisões do mundo. Inclusive é positivo para poder negociar com os presos em caso de tensão. O problema é essa vinculação com as redes criminosas de fora, e as organizações de presos dentro dos presídios”, afirmou.

Classificação como grupos terroristas

Como noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, o governo dos Estados Unidos busca a classificação do PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas. Mesmo que uma ação direta do país possa não ocorrer no momento, pressões econômicas e diplomáticas podem estar em curso.

Diante disso, o governo brasileiro se preocupa com essa possibilidade. De acordo com o Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca ouvir chefes de Estado que já enfrentaram situações semelhantes, tentando ganhar tempo nas negociações que estão em andamento com os EUA. Um dos pedidos do presidente é que qualquer decisão seja discutida apenas entre ele e Donald Trump, presidente norte-americano.

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