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Política

Os 3 nomes que podem se beneficiar do escândalo do Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

A crise pode reformular as probabilidades de campanha eleitoral da direita política

Os 3 nomes que podem se beneficiar do escândalo do Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu na última quarta-feira (13) que buscou investidores privados para financiar o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Um deles seria o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e que responde por uma fraude bancária bilionária, além de ser investigado por atuar como miliciano em organizações criminosas e corrupção.

Uma reportagem do Intercept Brasil divulgou mensagens, comprovantes bancários e áudios que apontam uma negociação de cerca de US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época, entre os dois para financiar o projeto.

A informação interfere diretamente na narrativa que vinha sendo relatada pelo pré-candidato à Presidência da República, de que não possui nenhum vínculo pessoal ou comercial com Vorcaro ou o Master.

Para a mídia internacional, o caso pode trazer uma “crise de proporções ainda incalculáveis”, ameaçando reconfigurar o cenário político a menos de cinco meses das eleições.

Nesse contexto, três nomes podem ganhar com o escândalo: Michelle Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

O que indicam as pesquisas?

Vale lembrar que, de acordo com Polling Data, que reúne as respostas das pesquisas eleitorais já realizadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40,8% das intenções de votos dos brasileiros até a primeira quinzena de maio.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece logo atrás, com 33,3% dos votos para 1º turno. No mesmo cenário, Romeu Zema (NOVO) tem 3,9% das intenções, empatando com os brasileiros que afirmaram que votariam em Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno das eleições.

Para o segundo turno, a última pesquisa realizada pelo Quaest mostra que, sem o filho de Bolsonaro na jogada, os possíveis cenários com outros candidatos seriam:

Cenário 1:

  • Lula (PT): 44%;
  • Romeu Zema (Novo): 37%.

Cenário 2:

  • Lula (PT): 44%;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 35%.

Vale lembrar que Michelle Bolsonaro não é uma pré-candidata, o que a retira das pesquisas eleitorais.

Por que esses nomes poderiam se beneficiar do escândalo?

Michelle Bolsonaro

No caso de Michelle Bolsonaro, uma pesquisa publicada em outubro do ano passado mostrava que, em um provável segundo turno entre Lula e a ex-primeira-dama, garantiria 44,7% das intenções de voto para Lula contra 41,6% para Michelle.

A esposa do ex-presidente era uma das principais cotadas dentre o clã Bolsonaro para tentar uma campanha presidencial antes do anúncio de Flávio como o “sucessor” de Jair Bolsonaro. Uma possível crise na reputação do senador poderia incluir Michelle como uma substituta do nome da família na campanha.

Isso porque o ex-deputado e segundo filho, Eduardo Bolsonaro, segue nos Estados Unidos buscando aliados externos. Ele também não pode voltar ao Brasil ou se candidatar pois é réu a partir de decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo da trama golpista.

Romeu Zema

Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República pelo partido NOVO. Ele é um dos principais nomes da direita a se candidatar.

Seu documento de planejamento econômico de campanha reúne propostas voltadas à flexibilização das regras trabalhistas, revisão de gastos públicos e ampliação de políticas liberais.

Ele também teve apoio de Flávio Bolsonaro recentemente, reforçando as críticas do ex-governador ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ronaldo Caiado

Pré-candidato pelo PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) ganha certa popularidade ao afirmar que seu primeiro ato de governo será conceder “anistia ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Com a medida, além de ser atrativa para os eleitores de direita, o perdão seria concedido a todos os condenados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Caiado, a ação seria uma mostra de pacificação e de “cuidar das pessoas”.

Caiado já criticou diversas vezes a polarização política do Brasil e promete se lançar como uma terceira via.

O ex-governador, conforme noticiado pelo O Brasilianista anteriormente, saiu do União Brasil para o PSD no objetivo de disputar uma vaga com benefícios do PSD para ser emplacado como candidato ao Planalto do partido de Gilberto Kassab.

Agora, Caiado possui acesso integral à estrutura de financiamento eleitoral do partido. Além disso, ele terá liberdade para montar sua chapa e buscar apoio e alianças regionais sem restrições impostas por federações ou vetos internos.

Se Flávio Bolsonaro sair da disputa ou mesmo mostrar sinais de piora, os votos da direita podem seguir para este candidato.

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