Publicidade
Política

Mercado financeiro e Centrão buscam novo nome para apoiar na campanha presidencial

A candidatura de Flávio Bolsonaro já é lida como descartada nesses grupos após a ligação com Vorcaro

Mercado financeiro e Centrão buscam novo nome para apoiar na campanha presidencial

A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República está praticamente descartada entre aliados no Centrão e mercado financeiro.

Publicidade

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se vê em uma crise após a divulgação de mensagens que comprovam transações financeiras realizadas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para Flávio, com o objetivo de financiar um filme biográfico de seu pai.

Nesse cenário, de acordo com o BNews, lideranças do bloco e banqueiros debatem sobre a possibilidade de viabilizar uma chapa com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice.

Parlamentares do Centrão e agentes do mercado procuraram, inclusive, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Partido Progressistas, para propor a ideia. No entanto, interlocutores afirmaram que Nogueira preferiu não seguir com a proposta por enquanto.

Vale lembrar que Ciro também se vê em crise com as acusações da Operação Compliance Zero de uma relação com Vorcaro, na qual receberia mesada do banqueiro de até R$ 500 mil por mês em troca de fomentar pautas do mercado em Brasília.

Até o momento, ainda de acordo com o BNews, a avaliação entre lideranças do Centrão e do mercado é de que as mensagens de Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro reduzem fortemente as chances do senador na campanha eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição.

Qual a conexão de Flávio Bolsonaro com o Banco Master?

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu na última quarta-feira (13) que buscou investidores privados para financiar o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um deles seria o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e que responde por uma fraude bancária bilionária, bem como é investigado por atuar como miliciano em organizações criminosas e corrupção.

Flávio defende que o financiamento foi uma negociação privada, sem qualquer verba pública utilizada. No entanto, a informação interfere diretamente na narrativa que vinha sendo relatada pelo pré-candidato ao Planalto, de que não possui nenhum vínculo pessoal ou comercial com Vorcaro ou o Master.

Além disso, como Vorcaro é investigado por liderar um modelo de negócios de investimentos sem lastro, o financiamento, mesmo que de um projeto pessoal, pode ser caracterizada como uso de verba proveniente de fraude e lavagem de dinheiro.

Uma reportagem do Intercept Brasil divulgou mensagens, comprovantes bancários e áudios que apontam uma negociação de cerca de US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época, entre os dois para financiar o projeto.

Para a mídia internacional, o caso pode trazer uma “crise de proporções ainda incalculáveis”ameaçando reconfigurar o cenário político a menos de cinco meses das eleições.Três nomes podem ganhar com o escândalo: Michelle Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Por que Eduardo Bolsonaro não pode substituir Flávio?

O ex-deputado e segundo filho, Eduardo Bolsonaro, segue nos Estados Unidos buscando aliados externos. Ele também não pode voltar ao Brasil ou se candidatar pois é réu a partir de decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo da trama golpista.

Nesse cenário, a ex-primeira dama ainda é capaz de movimentar o cenário eleitoral mesmo fora do governo.

Uma pesquisa publicada em outubro do ano passado mostrava que, em um provável segundo turno entre Lula e a ex-primeira-dama garantiria 44,7% das intenções de voto para Lula contra 41,6% para Michelle.

A esposa de Jair Bolsonaro também era uma das principais cotadas dentre o clã Bolsonaro para tentar uma campanha presidencial.

Acompanhe O Brasilianista pelas redes sociais