A cobrança pública feita pelo presidente da Abrava, Wallace Landim, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ocorre em um momento de forte mobilização e cobrança dos caminhoneiros por respostas concretas do Congresso Nacional sobre a MP do Frete Mínimo (MP 1.343/26).
Ao divulgar um vídeo afirmando que a categoria “não vai permitir” que a medida provisória caduque, Wallace eleva o tom da pressão política sobre a Câmara e sinaliza insatisfação crescente com a falta de avanço na tramitação. A avaliação entre lideranças do setor é que o Parlamento ainda não deu à proposta a prioridade esperada pelos transportadores autônomos.
A fala do presidente da Abrava reforça a percepção de que os caminhoneiros vivem um momento de cobrança direta às autoridades políticas, especialmente diante da demora para instalação da Comissão Mista responsável por analisar a MP. Passados mais de 60 dias desde a edição da medida, o temor da categoria é que o texto acabe perdendo validade por falta de articulação política.
Nos bastidores, lideranças do setor entendem que o atraso representa um sinal negativo para os caminhoneiros, que pressionam por garantias de remuneração mínima em meio à alta dos custos operacionais e à instabilidade no mercado de fretes. Por isso, a declaração de Wallace não foi apenas um pedido de celeridade, mas também uma tentativa de ampliar o custo político da demora para o comando da Câmara.
Hugo Motta
O momento também é delicado para Hugo Motta, que busca consolidar sua gestão à frente da Casa em meio a disputas internas e pressão de diferentes categorias. Ao direcionar a cobrança diretamente ao presidente da Câmara, Wallace tenta personalizar a responsabilidade pela falta de avanço da MP e aumentar a pressão institucional sobre a Mesa Diretora.

