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Geopolítica

Quais são os principais blocos econômicos que o Brasil faz parte?

O país possui uma forte influência geopolítica, representando uma nação de peso nos grupos que participa

Quais são os principais blocos econômicos que o Brasil faz parte?

O Brasil é um importante país dentro das relações internacionais e blocos econômicos. Considerado uma nação em desenvolvimento — também conhecida como emergente — constantemente aparece em rankings de maiores economias mundiais, exportadoras, além de frequentemente estar entre os principais acontecimentos econômicos da América Latina.

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Por ter uma forte posição estratégica, rico em recursos naturais e uma diversidade e pluralidade de população, o país busca ativamente manter boas relações com a maioria dos outros.

Na geopolítica, uma das formas de conquistar esse espaço é por meio dos blocos econômicos, em que os chefes de Estado e suas equipes discutem as possibilidades de facilitar o comércio e outras políticas relevantes.

Atualmente, os principais blocos que o Brasil está são o Mercosul, o Mercosul-União Europeia e os BRICS. O Brasilianista explica cada um deles.

Mercosul

O Mercado Comum do Sul é um dos principais blocos econômicos da América do Sul e já possui mais de três décadas de criação, com impactos diretos no comércio, circulação de pessoas e decisões políticas na região.

Segundo o próprio MERCOSUL, o marco remete à assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, quando Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai formalizaram a criação do Mercado Comum do Sul. Atualmente, Bolívia está em fase de integração ao bloco, enquanto a Venezuela foi suspensa.

Um dos principais objetivos do bloco é a padronização de regras para o comércio entre os países-membros, reduzindo custos e ampliando o fluxo de mercadorias. O tratado prevê a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos, além da eliminação de tarifas internas.

Para negociações com países fora do bloco, o acordo também estabelece uma tarifa externa comum, o que permite maior competitividade entre os países-membro. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai são membros plenos, com direito a voto nas decisões, enquanto a Bolívia ainda não possui esse poder por estar em processo de adesão.

Enquanto isso, países como Chile, Peru e Colômbia participam como associados, com acordos comerciais, mas sem direito a voto.

O bloco reúne cerca de 280 milhões de pessoas e ocupa uma área de aproximadamente 15 milhões de quilômetros quadrados.

Mercosul com UE

Assinado recentemente e em vigor de maneira provisória a partir de maio, esse é um dos maiores blocos de livre comércio do mundo, juntando os países do Mercosul com os da União Europeia.

Mercosul e UE possuem juntos cerca de 718 milhões de habitantes, com Produto Interno Bruto (PIB) conjunto de cerca de U$S 22,4 trilhões.

As negociações existem há mais de 26 anos, mas os grupos conseguiram avançar no tratado oficial somente no final do ano passado e começo de 2026.

O texto prevê redução de impostos para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE, mas ele também aborda áreas como comércio de serviços, investimentos internacionais, compras governamentais, regras regulatórias e cooperação econômica.

Os países latinos já assinaram a aprovação das medidas, mas a entrada totalmente em vigor do acordo acontecerá somente quando o Parlamento Europeu aprovar o que foi proposto.

BRICS

Por sua vez, os BRICS são um grupo que não representa um bloco econômico, mas sim um mecanismo internacional de cooperação e diálogo entre economias emergentes. O termo BRIC surgiu no início do século XXI para se referir aos países que, na época, demonstravam elevado potencial de crescimento econômico.

Inicialmente, eram somente quatro países: Brasil, Rússia, Índia e China. Mais tarde, a sigla ganhou a letra S, com a entrada da África do Sul (South Africa em inglês).

Hoje em dia, outras seis nações fazem parte do grupo: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.

Esse grupo representa um forte avanço do Produto Interno Bruto (PIB) global, além de funcionar como uma cooperação internacional para ajudar países em desenvolvimento.

Até 2006, o termo servia apenas para identificar quatro nações com características semelhantes de crescimento e potencial econômico. No entanto, depois da reunião de Chanceleres dos países do BRICS, os países deixaram de trabalhar isoladamente para trazer funções e operações em coletivo.

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