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Economia

Gol quer atrair passageiros paulistanos e de outras regiões do Brasil para voos internacionais pelo RJ

A companhia registrou aumento da demanda para rotas fora do país

Gol quer atrair passageiros paulistanos e de outras regiões do Brasil para voos internacionais pelo RJ

Depois de apresentar bons resultados no primeiro trimestre do ano, a Gol planeja uma nova estratégia de rota focada em executivos que desejam mais praticidade em viagens à Nova York.

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As decolagens internacionais da companhia aérea subiram 9,9% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. Somente em março, a demanda total (RPK) da Gol aumentou em 8,5% e a taxa de ocupação foi 82,1%. No mercado internacional, a oferta subiu em 7,3% e a demanda cresceu em 3,6%.

Nesse contexto, o vice-presidente comercial da companhia, Mateus Pongeluppi, contou em entrevista ao Valor Econômico que a empresa deve adicionar uma rota constante entre o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e o JFK, em Nova York, a partir de março de 2027.

A estreia ocorrerá no dia 8 de julho de forma sazonal, visto a parceria com a American Airlines. Ainda assim, a companhia estuda tornar o trecho mais atrativo para os passageiros paulistanos, especialmente da Zona Sul da capital.

Atualmente, o trajeto São Paulo-Nova York está concentrado no hub estratégico do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Para os paulistanos da Zona Sul, esse pode ser um problema relevante, visto que o caminho até o aeroporto pode demorar mais de duas horas a depender do dia e horário.

Pensando nisso, a Gol planeja um voo Congonhas-Galeão-JFK com escala reduzida no Rio de Janeiro para esses passageiros. A rota já existe com uma conexão de duas horas no Rio, mas a proposta quer mudar esse tempo para 1 hora e 20 minutos de espera.

O projeto evita o deslocamento até o aeroporto de Guarulhos e ajuda esses passageiros a “fugir” do alto fluxo de pessoas desse espaço.

Segundo o executivo, depois de março de 2027, a companhia pretende voar durante o ano todo para Nova York. O Galeão será a base da operação internacional com aeronaves Airbus A330.

Essa representa uma oportunidade que a empresa percebeu, ao observar aumento das vendas para a rota em Nova York, com ocupação próxima a destinos internacionais mais consolidados da Gol. De acordo com Pongeluppi, as vendas estão “muito fortes”.

A rota deve ser operada pela empresa com três frequências semanais. Uma quarta operação chegou a ser avaliada, mas a empresa optou por não prosseguir por carência de processo logístico.

Busca por clientes fora de São Paulo

Para além dos passageiros de São Paulo, a nova rota também busca atrair brasileiros residentes de outras regiões do país — especialmente do Sul —, pois o Galeão é menos movimentado do que Guarulhos.

Um passageiro de Porto Alegre ou Curitiba, por exemplo, não possui preferência em relação a onde fazer sua conexão — seja São Paulo ou Rio.

Ainda, Pongeluppi afirmou que a Gol tem se surpreendido com a receptividade de sua nova cabine business, a Insignia. O foco da nova rota é facilitar, em boa parte, o processo logístico para os empresários e executivos que realizam essa viagem com frequência.

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