A agenda da semana será marcada por mais um encontro de peso das economias mundiais: o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da China, Xi Jinping, estão com reunião marcada para esta terça-feira (19), em Pequim.
A visita, que deve ter duração de dois dias, se mostra com alto potencial de discussões como a construção de um gasoduto, relação econômica entre os pasíes e mesmo a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Putin acompanhou atentamente os desdobramentos da reunião do líder chinês com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e agora parte para uma conversa que pode desenvolver novos acordos políticos e comerciais entre duas potências econômicas.
Vale lembrar que a visita de Putin foi programada na data que marca o aniversário de 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa, pelo qual serve de base para as relações interestatais.
Quais temas devem ser abordados na reunião?
Gasoduto
Como mostrou O Brasilianista, a Rússia tenta convencer a China de concordar com a construção de um gasoduto. A negociação está em aberto há anos.
O projeto visa ligar os campos de extração russos na Sibéria ao interior chinês, incluindo uma passagem pela Mongólia. Para os chineses, a proposta não é tão encantadora, visto que pode acabar tornando o país muito dependente de um único fornecedor.
Essa é uma estratégia importante para a China, que carece de recursos próprios para gerar energia, apesar de garantir uma das maiores indústria de produção das commodities. O Brasilianista já mostrou que o país consegue “controlar” o preço do petróleo, por exemplo, em meio à crise energética devido a uma vasta gama de fornecedores. Ainda assim, a Rússia já é um dos principais exportadores dessa commodity para o país asiático.
Relação econômica
Os países também devem buscar um maior equilíbrio comercial nesta reunião. Atualmente, a China compra mais de um quarto das exportações russas e fornece mais de um terço das importações do país.
Ao mesmo tempo, a Rússia garante cerca de 4% do comércio internacional chinês, registrando uma participação menor do que o Vietnã.
Essa relação comercial deve ser abordada, junto com novas possibilidades de facilitar as exportações e importações no âmbito fiscal.
A visita desta semana ainda inclui uma reunião com Li Qiang, Primeiro-Ministro do Conselho de Estado da República Popular da China, com o objetivo de discutir algumas perspectivas de cooperação a nível econômico e comercial.
Cooperações bilaterais
Pequim também busca respostas sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. A china busca a preservação de uma aparência de igualdade na relação bilateral, em especial porque, para a China, o valor da Rússia como uma fonte confiável de energia aumentou desde o início da guerra no Irã.
Além disso, Putin e Xi participarão de uma cerimônia de abertura pela qual marca o lançamento dos Anos de Educação Rússia-China (2026-2027).
Ademais das tratativas entre os presidentes, eles ainda assinarão uma declaração conjunta, com uma série de acordos bilaterais interdepartamentais, intergovernamentais e de mais outras naturezas.

