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Geopolítica

UE corre para aprovar acordo com Donald Trump e evitar novas tarifas dos EUA

Bloco europeu tenta finalizar entendimento comercial antes do prazo imposto pela Casa Branca

UE corre para aprovar acordo com Donald Trump e evitar novas tarifas dos EUA

A União Europeia tenta concluir, nesta terça-feira (19), um entendimento interno para colocar em prática o acordo comercial fechado com os Estados Unidos e impedir a aplicação de tarifas mais altas anunciadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A medida envolve a retirada de taxas de importação sobre produtos industriais norte-americanos e ocorre após meses de impasse entre os países do bloco europeu.

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Segundo a Reuters, representantes do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia participam de uma rodada considerada decisiva de negociações. A expectativa entre os parlamentares envolvidos é que o texto final seja concluído ainda nesta terça-feira ou nas primeiras horas de quarta.

O acordo foi firmado em julho do ano passado, durante um encontro realizado no resort de golfe de Trump, em Turnberry, na Escócia. Pelo entendimento, a União Europeia aceitou eliminar tarifas de importação sobre produtos industriais dos Estados Unidos e ampliar o acesso de produtos agrícolas e marítimos norte-americanos ao mercado europeu.

Em troca, os Estados Unidos manteriam tarifas de 15% sobre a maior parte dos produtos exportados pela União Europeia. Mesmo após quase dez meses do anúncio, o bloco europeu ainda não conseguiu finalizar o processo legislativo necessário para que as mudanças passem a valer oficialmente.

Negociações enfrentaram resistência dentro da União Europeia

As discussões enfrentaram resistência entre integrantes do Parlamento Europeu e representantes dos governos do bloco. O principal ponto de divergência envolve mecanismos de proteção caso Donald Trump volte atrás no acordo futuramente ou decida adotar novas medidas tarifárias contra os europeus.

Ao longo dos últimos meses, os parlamentares europeus interromperam duas vezes o andamento da proposta. As pausas aconteceram após ameaças feitas por Trump envolvendo novas tarifas comerciais e também por declarações relacionadas à Groenlândia.

O presidente norte-americano chegou a afirmar que aliados europeus poderiam enfrentar novas sanções econômicas caso não apoiassem sua proposta envolvendo a ilha localizada no Ártico. Além disso, decisões recentes da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas globais também aumentaram a cautela dentro da União Europeia.

A demora na aprovação passou a preocupar setores industriais europeus, principalmente fabricantes de automóveis. Trump voltou a pressionar o bloco nas últimas semanas e avisou que pode elevar tarifas sobre carros europeus para 25%, acima dos atuais 15%, caso os compromissos assumidos pela UE não sejam implementados até 4 de julho.

A possibilidade de aumento nas taxas gerou apreensão entre empresas exportadoras do continente, especialmente na Alemanha, França e Itália, países que possuem forte presença da indústria automotiva no mercado norte-americano.

Pressão dos EUA acelera votação

A reunião desta terça é vista como uma tentativa de evitar uma nova escalada comercial entre Washington e Bruxelas. Integrantes das negociações avaliam que o cenário ficou mais sensível após as recentes ameaças tarifárias feitas por Trump.

Mesmo com divergências internas, representantes europeus indicam que existe disposição para concluir o texto e evitar impactos econômicos maiores para o comércio entre os dois lados do Atlântico.

Caso o acordo seja aprovado, a União Europeia deverá iniciar a retirada gradual de tarifas sobre produtos industriais dos Estados Unidos, enquanto os norte-americanos manterão as taxas previstas no entendimento firmado em 2025.

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