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Geopolítica

Donald Trump afirma que realizará novo ataque ao Irã até a próxima semana

A ameaça busca agilizar as negociações de paz com o país pérsico

Donald Trump afirma que realizará novo ataque ao Irã até a próxima semana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retomar os ataques ao Irã nos próximos dias, visando pressionar o país para encerrar a guerra. A fala aconteceu na última terça-feira (19), um dia após afirmar que havia cancelado um ataque.

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“Espero que não tenhamos que entrar em guerra, mas talvez tenhamos que dar-lhes outro grande golpe”, disse à repórteres, de acordo com a Bloomberg.

Trump alegou que esperaria dois ou três dias para realizar o ataque, indicando “um período limitado de tempo” para que o Irã aceitasse o acordo.

Vale lembrar que os países estão em cessar-fogo há pouco mais de um mês, enquanto deliberam um acordo de paz. No entanto, a trégua é frágil visto que o bloqueio do Estreito de Ormuz segue parcial e o acordo ainda não está do agrado de nenhuma das partes.

Para os EUA, o Irã precisa encerrar completamente o desenvolvimento de seu programa nuclear. Porém, o país pérsico não quer recuar das suas produções e também exige maior controle sobre a passagem de petróleo.

Como mostrado pelo O Brasilianista, Trump havia cancelado um ataque planejado para a última terça, à pedido de líderes dos países aliados do Golfo Pérsico. De acordo com a publicação nas redes sociais, esses aliados — Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — pediram mais tempo para que Trump buscasse uma solução diplomática.

“Fui solicitado pelo Emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, pelo Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, e pelo Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã. Isso porque negociações sérias estão em andamento e, na opinião deles, como grandes líderes e aliados, um acordo será firmado, o qual será muito aceitável para os Estados Unidos da América, bem como para todos os países do Oriente Médio e de outras regiões. Este acordo incluirá, e é importante ressaltar, a proibição de armas nucleares para o Irã! Com base no meu respeito pelos líderes mencionados acima, instruí o Secretário da Guerra, Pete Hegseth, o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Daniel Caine, e as Forças Armadas dos Estados Unidos, de que NÃO realizaremos o ataque ao Irã programado para amanhã, mas os instruí ainda a estarem preparados para prosseguir com um ataque em grande escala ao Irã, a qualquer momento, caso um acordo aceitável não seja alcançado. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!”, escreveu Trump.

As falas do republicano tendem a precificar o petróleo e mudar a rota dos investidores, mas o cenário de incerteza ainda persevera, visto que o presidente americano vem ameaçando frequentemente uma nova ação militar contra o Irã, mas não chega a concretizar os planos. Teerã não confirmou novas informações sobre uma nova rodada de negociações.

Ao mesmo tempo, a percepção é de que ele está tentando manter a imagem de que os EUA estão no controle da guerra enquanto o Congresso questiona os movimentos do presidente, os preços dos combustíveis aumentam, bem como a inflação, os gastos com armamentos e a desconfiança de aliados.

Ainda segundo a Bloomberg, o Senado dos EUA, de maioria republicana, sinalizou oposição à continuação da guerra com uma votação processual na noite de terça-feira. O Pentágono já avalia gastos milionários com a guerra contra o Irã, com armamentos e investimentos que podem não se sustentar por muito tempo, impactando a dívida pública.

Os preços dos combustíveis nos EUA também estão no nível mais alto em quase quatro anos. O fechamento do Estreito de Ormuz contribui para esse cenário — e a continuação da guerra pode aumentar ainda mais os valores.

O vice-presidente JD Vance declarou um cenário mais positivo em relação às negociações de paz, indicando que o país fez “muitos progressos” nas conversas e que acreditam que os iranianos querem chegar a um acordo.

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