Publicidade
Justiça

Operação Compliance Zero: entenda o que motivou a investigação que já chegou à 7ª fase

A operação teve início no ano passado

Operação Compliance Zero: entenda o que motivou a investigação que já chegou à 7ª fase

Como noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, na última terça-feira (19), a Polícia Federal (PF) iniciou uma operação contra um integrante da cooperação que é acusado pelo vazamento de informações sobre as investigações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Publicidade

As apurações feitas pelo portal indicam que esses vazamentos são antigos e se referem aos desdobramentos da Operação Compliance Zero em dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Atualmente em sua 7ª fase, a operação, que teve início em 2025 com uma representação do Banco Central (BC) após rejeitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), investiga as atividades e os envolvidos na fraude bilionário gerada pelo grupo Master.

As sete fases da Operação Compliance Zero

Ainda de acordo com O Brasilianista, Vorcaro assumiu o controle do banco em 2019 e mudou o nome da instituição para Master em 2021. Diante da nova gestão, o banco ficou conhecido por oferecer investimentos de alto risco e retorno. As suspeitas por parte do BC vieram logo após as negociações do Master junto ao BRB. O banco não pagou os investidores e ainda revendeu os ativos do BRB no ano passado, recebendo uma quantia aproximada de R$ 12 bilhões no retorno.

Primeira fase

A primeira fase da operação tinha como foco o combate a emissão de títulos de créditos falsos pelas instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional. A fraude de R$ 12 bilhões do Master (considerada a maior de todo o sistema brasileiro) foi descoberta nessa fase da operação.

Os policiais cumpriram um total 25 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e dois mandados de prisão. Além disso, foram feitas medidas cautelares no Distrito Federal e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Segunda fase

Iniciada em janeiro de 2026, na segunda fase da operação os policiais investigavam a prática dos crimes de organização criminosa, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira. Nessa época, foi desenrolada a “Turma de Vorcaro”.

Durante essa fase, além do bloqueio de bens e valores equivalente a um valor acima dos R$ 5 bilhões, ainda foram realizados 42 mandados de busca e apreensão na Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Terceira fase

Teve início em março deste ano e seu objetivo era a investigação de uma possível prática de crimes de ameaça, de lavagem de dinheiro, de invasão de dispositivos e de corrupção após o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em Minas Gerais e São Paulo.

A Polícia Federal ainda informou, na época, que houve a determinação de ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens, em um valor de cerca de R$22 bilhões.

Quarta fase

A quarta fase da operação teve início em abril e o foco foi a investigação do esquema de lavagem de dinheiro para a realização do pagamento de vantagens indevidas aos agentes públicos. Ao todo, a PF ainda cumpriu sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no Distrito Federal e em São Paulo.

Quinta fase

O foco da quinta fase foi a investigação da corrupção e lavagem de dinheiro, onde os policiais realizaram dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, Piauí e São Paulo.

Ainda foi autorizado pela decisão judicial, durante essa fase, o bloqueio de valores, de direitos e de bens avaliados em pouco mais de R$ 18 milhões.

Sexta fase

A sexta fase teve início na quinta-feira (14), com o objetivo de aprofundar as investigações sobre a organização criminosa que é suspeita de praticar a conduta de invasões a dispositivos informáticos, obtenção de informações sigilosas, coerção e intimidação.

A PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, foram também determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e bloqueio e sequestro de bens.

Sétima fase

Por fim, a sétima fase da Operação Compliance Zero, iniciada na terça-feira (19), tem o objetivo de investigar o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas à apuração do caso.

Durante a ação, foram realizados dois mandados de busca e apreensão e diversas medidas cautelares da prisão. A suspensão da função em cargo público do policial federal que estava supostamente envolvido no caso é um exemplo.

Siga O Brasilianista