O conceito de troca e valor existe há mais tempo do que é possível datar na humanidade, mas as primeiras moedas do mundo da forma que são conhecidas hoje podem ser datadas do século VII a.C., de acordo com a Casa da Moeda Brasileira.
Milhares de anos depois do surgimento das primeiras moedas, o dinheiro no Brasil teve um caminho interessante, começando pelas trocas de bens naturais por objetos, passando para uma mistura de moedas de colonizadores portugueses, espanhóis e holandeses, até chegar ao primeiro registro oficial durante o Período Colonial.
De acordo com o Banco Central do Brasil (BC), as primeiras moedas cunhadas no Brasil, chamados de florins e os soldos, surgiram durante o domínio holandês no nordeste (1630-1654). Já em 1694, o imperador D. Pedro II criou a primeira Casa da Moeda no país, localizada na Bahia, na mesma época surgiram as patacas, que circularam entre 1695 e 1834.
É somente no século XX que a divisa brasileira passa a ser um sistema unificado e organizado, criando a forma de moeda que se conhece atualmente. Vale destacar que as mudanças das moedas acompanharam grandes momentos da política, como ditaduras de Getúlio Vargas e militar, bem como a redemocratização e superinflação.
Como os registros oficiais de dinheiro no país não são completamente certos, é possível dizer que o Brasil já teve dez mudanças monetárias até chegar ao Real.
Confira a história das moedas no Brasil
- Período Colonial até 1833 – Real
Apesar do BC registrar como nome “patacas”, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) define o início da série história das moedas como “Real”, com duração do Período Colonial até 1833.
Na comparação, 1.200 reais na época eram o mesmo que 1/8 de ouro de 22K.
- 1833- Real passou a ser Réis
Em circulação por mais de 100 anos, 2.500 réis equivaliam a 1/8 de ouro de 22k.
- 1942 – Réis passou a ser Cruzeiro
O cruzeiro foi criado com o corte de três zeros, ou seja, 1.000 réis = 1 Cruzeiro.
- 1967 – Cruzeiro passou a ser Cruzeiro Novo
O cruzeiro foi substituído pelo cruzeiro novo, com novo corte de três zeros. Nesse caso, o poder de compra não mudou, tinha o único propósito de facilitar o cálculo.
- 1970 – Cruzeiro Novo voltou a ser Cruzeiro
O cruzeiro voltou, mantendo o valor do cruzeiro novo, sem cortes adicionais.
- 1986 – Cruzeiro passou a ser Cruzado
O Plano Cruzado definia novamente um corte de três zeros no cruzeiro.
- 1989 – Cruzado passou a ser Cruzado Novo
Mais um corte de três zeros, em meio à hiperinflação, no final da ditadura militar.
- 1990 – Cruzado Novo voltou a ser Cruzeiro
Substituição sem cortes.
- 1993 – Cruzeiro passou a ser Cruzeiro Real
O cruzeiro real, que também trouxe o corte de três zeros, foi uma moeda de transição.
- 1994 – Cruzeiro Real passou a ser Real
Por fim, com o Plano Real, o cruzeiro real foi substituído pelo real, como conhecemos hoje, com o corte de três zeros e a divisão por 2,75 para estabilizar preços.
Na prática, 1 real equivalia a CR$ 2.750,00. Ou seja, se alguém tinha 27.500,00 cruzeiros reais no banco, isso virou R$ 10,00 com o plano real.

