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Política

Acordo entre JHC e Arthur Lira esbarra em resistência de prefeitos do PP no interior de Alagoas

Mesmo após aliança entre os grupos políticos, parte dos prefeitos do Progressistas segue alinhada ao senador Renan Filho

Acordo entre JHC e Arthur Lira esbarra em resistência de prefeitos do PP no interior de Alagoas

O acordo político entre o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e o deputado Alfredo Gaspar abriu uma nova etapa da disputa eleitoral em Alagoas, mas ainda não garantiu controle absoluto do Progressistas no interior do estado.

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Reportagem do BNews mostrou que o PP possui atualmente 27 prefeitos em Alagoas, porém apenas dois deles são considerados diretamente alinhados ao projeto político liderado por JHC: Bueno Higino, de Coité do Nóia, e Gilson Tenório, de Inhapi.

O restante do partido permanece dividido entre aliados históricos de Arthur Lira, prefeitos próximos ao senador Renan Filho (MDB-AL) e gestores municipais que ainda evitam assumir posição pública.

Interior virou foco central da disputa política

O principal desafio da nova aliança formada por JHC e Arthur Lira está justamente fora da capital alagoana. Parte dos prefeitos do Progressistas mantém relações políticas locais que dificultam uma adesão automática ao grupo de JHC.

Entre os nomes considerados próximos de Arthur Lira estão Henrique Alves, da Barra de São Miguel; Correia Lima, de Santa Luzia do Norte; Denyse, de Ouro Branco; Edilza Alves, de Lagoa da Canoa; e Bruno Feijó, de Boca da Mata.

Em outros municípios, porém, o cenário aparece mais fragmentado. O prefeito Marlan Ferreira, de Limoeiro de Anadia, mantém proximidade política com Arthur Lira, mas enfrenta fatores locais que dificultam alinhamento imediato ao projeto do prefeito de Maceió.

Peu Pereira, prefeito de Teotônio Vilela e primo de Arthur Lira, continua mantendo relação política próxima com Renan Filho, mesmo após a costura do acordo envolvendo o PP.

Grupo de Renan Filho mantém apoio expressivo no PP

Apesar da nova aliança construída por JHC e Arthur Lira, o grupo político liderado por Renan Filho ainda preserva força significativa dentro do próprio Progressistas.

No mínimo, 12 prefeitos do partido seguem alinhados politicamente ao senador. Entre eles estão:

  • Felipe Jatobá, de Jequiá da Praia;
  • Nayara Emmanuela, de Água Branca;
  • Victor Rocha, de Anadia;
  • Nicolas, de Atalaia;
  • Jorge Nunes, de Feliz Deserto;
  • Chicão, de Paulo Jacinto;
  • Higor Freitas, de Porto Real do Colégio;
  • Pedro Carlos, de Rio Largo;
  • Josélia, de Canapi;
  • Dani, de Maragogi.

Outros prefeitos ainda evitam posicionamento público, mas interlocutores políticos relatam aproximação crescente com o grupo governista.

A reportagem citou o caso de Silvana, prefeita de Flexeiras, que ainda não declarou apoio formal, embora já mantenha interlocução mais próxima com Renan Filho.

O prefeito Júnior Tuté, de Satuba, também aparece nos bastidores como aliado político do presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor, nome associado ao grupo dos Calheiros.

Além disso, três prefeitos seguem oficialmente indefinidos: Beto Torres, de Belém; Bebeto Barros, de Girau do Ponciano; e Suzy Higino, de Olho d’Água Grande.

Ataques de Renan a Hugo Motta ampliaram tensão política

Enquanto a disputa estadual avança em Alagoas, o embate político também ganhou dimensão nacional nos últimos dias após declarações feitas pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Reportagem do O Brasilianista mostrou que Renan acusou Bianca Medeiros, cunhada de Hugo Motta, de ter tomado um empréstimo fraudulento de R$ 140 milhões junto ao Banco Master.

O senador afirmou possuir documentos que ligariam a operação a pagamentos feitos por Daniel Vorcaro ao presidente da Câmara. Renan relaciona os recursos a uma emenda legislativa apresentada por Motta envolvendo investimentos em energia renovável e crédito de carbono, setores ligados à família Vorcaro.

Hugo Motta nega as acusações.

O conflito ultrapassa a disputa entre Senado e Câmara porque Arthur Lira é considerado padrinho político de Hugo Motta. O ataque de Renan ao presidente da Câmara acabou sendo interpretado nos bastidores como uma forma indireta de atingir o deputado alagoano, adversário histórico do MDB em Alagoas.

Disputa nacional influencia cenário em Alagoas

O Brasilianista destacou que Arthur Lira deverá disputar uma vaga ao Senado nas próximas eleições, justamente contra Renan Calheiros, que busca permanecer na Casa.

A movimentação nacional interfere diretamente na eleição estadual porque Renan Filho deixou o Ministério dos Transportes para disputar o governo de Alagoas, enquanto JHC aparece como principal nome da oposição ao grupo dos Calheiros.

Renan Calheiros ampliou recentemente investigações relacionadas ao Caso Master após assumir protagonismo dentro da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

O senador passou a divulgar informações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master mesmo diante da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em apoiar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso.

O embate também atingiu figuras importantes do Congresso Nacional. Renan e Alcolumbre mantêm rivalidade política desde a disputa pela presidência do Senado em 2019, eleição marcada por denúncias de irregularidades durante a votação.

Enquanto isso, aliados de JHC passaram a observar com preocupação o crescimento das caravanas organizadas pelo grupo de Renan Filho no interior alagoano.

Essas mobilizações ampliaram a pressão sobre o entorno do prefeito de Maceió e aceleraram as negociações políticas que resultaram na aproximação com Arthur Lira.

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