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Política

Publicitário troca ACM Neto por Ciro Gomes após crise abalar campanhas

Marqueteiro assume estratégia eleitoral no Ceará

Publicitário troca ACM Neto por Ciro Gomes após crise abalar campanhas

João Santana, responsável pela comunicação do pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil), assumiu a coordenação de marketing da campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará.

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A movimentação recoloca o marqueteiro no centro das disputas eleitorais nacionais após anos afastado das principais campanhas presidenciais.

Reportagem do BNews mostrou que, o movimento marca a retomada da relação política entre Santana e Ciro Gomes, construída ainda nos anos 1990.

O publicitário passou a atuar oficialmente na campanha cearense no último fim de semana, dentro da estratégia de reorganização eleitoral do PSDB para a disputa estadual.

A nova articulação busca fortalecer a imagem de Ciro no Ceará a partir da memória dos governos comandados por ele e pelo ex-senador Tasso Jereissati. O grupo político tenta recuperar o capital eleitoral associado às gestões tucanas que administraram o estado entre 1991 e 2002.

Campanhas passaram por reestruturações

A entrada de João Santana acontece num momento em que partidos têm reformulado equipes de comunicação e marketing diante do aumento da pressão política sobre pré-candidatos. A troca de marqueteiros e consultores se intensificou principalmente após crises envolvendo lideranças nacionais.

O Brasilianista informou que a crise do Caso Master provocou mudanças dentro da estrutura da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O publicitário Marcello Lopes deixou o comando da comunicação do senador após o avanço da repercussão envolvendo Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”.

Eduardo Fischer foi chamado para reorganizar a estratégia de marketing da campanha presidencial do PL. A mudança ocorreu poucos dias depois da divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A reformulação atingiu diretamente o núcleo político ligado ao senador. O Caso Master passou a produzir efeitos além das investigações financeiras e começou a gerar impactos sobre campanhas eleitorais e articulações partidárias.

Reaproximação busca recuperar eleitorado

No Ceará, a volta de João Santana à campanha de Ciro Gomes faz parte de um esforço para reconstruir a identidade política do ex-presidenciável após anos de desgaste nacional. A estratégia inclui recuperar pautas associadas ao período em que o grupo tucano comandou o estado.

Tasso Jereissati participa diretamente da articulação pela retomada da parceria entre Santana e Ciro. O ex-senador é um dos principais defensores do retorno do ex-ministro ao PSDB.

A avaliação de aliados é de que campanhas regionais ganharam mais importância diante do cenário fragmentado das eleições nacionais. Partidos passaram a concentrar esforços em nomes com forte presença estadual e histórico eleitoral consolidado.

Pressão sobre imagem alterou estratégias

A crise envolvendo o filme “Dark Horse” atingiu diretamente aliados do bolsonarismo ligados à produção cinematográfica. Entre os nomes afetados estão Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias, ambos associados ao projeto audiovisual.

Uma ONG vinculada à produtora do filme apresentou R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares em São Paulo. A entidade é ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela Go Up Entertainment.

Documentos da prestação de contas continham notas canceladas e recibos sem comprovação fiscal suficiente para justificar despesas milionárias registradas entre 2024 e 2025.

A repercussão ampliou a pressão dentro do PL e levou o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, a divulgar nota negando que tivesse imposto prazo para avaliar a viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro.

Publicidade eleitoral voltou ao centro da disputa

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode explorar politicamente o desgaste provocado pelos áudios vazados envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sem que o próprio presidente precise protagonizar ataques diretos ao adversário.

Em entrevista ao O Brasilianista, o sociólogo e cientista político Luiz Renato Ribeiro Ferreira afirmou que a estratégia do entorno de Lula já considerava Flávio um candidato vulnerável desde o início da corrida eleitoral.

“Desde a indicação do nome de Flávio Bolsonaro para liderar a frente anti-Lula, o comando da campanha do presidente sempre acreditou que este seria seu melhor cenário, pois viam em Flávio um adversário frágil, inexperiente e com muitos telhados de vidro”, explicou o especialista.

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