O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pré-candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes pode vencer no 1º turno de acordo com um novo levantamento eleitoral da Paraná Pesquisa, divulgado nesta sexta-feira (22).
Principal rival de Fernando Haddad (PT), escolha do governo federal para conquistar o pleito em São Paulo, tem 47,3% das intenções de voto na nova pesquisa. Haddad, por sua vez, tem 33,5% no primeiro turno.
Um cenário de segundo turno garante 52,7% dos votos à Tarcísio e somente 33,5% para o ex-ministro da Fazenda. Os demais votos estariam divididos entre outros candidatos. Veja:
Primeiro Turno
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 47,3%
- Fernando Haddad (PT) – 33,5%
- Paulo Serra (PSDB) – 4,3%
- Kim Kataguiri (Missão) – 3,4%
- Não sabe/não opinou – 5,1%
- Nenhum/branco/nulo – 6,5%
Segundo Turno
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 52,7%
- Fernando Haddad (PT) – 37,6%
- Não sabe/não opinou – 4%
- Nenhum/branco/nulo – 5,7%
Para realizar essa pesquisa, o instituto ouviu 1.640 eleitores em 82 municípios paulistas entre os dias 18 e 20 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Esses resultados mostram que o impacto da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o vazamento do patrocínio do ex-dono do Banco Master ao filme “Dark Horse” não atingiu Tarcísio, aliado do senador para a reeleição.
“Guerra e paz” entre Flávio e Tarcísio
Tanto Flávio quanto Tarcísio se mostraram mais alinhados em relação às respectivas candidaturas mais recentemente. Desde o ano passado, com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a direita rivalizava os dois para descobrir quem seria o substituto de Bolsonaro para as eleições de 2026.
Para boa parte do Centrão e do mercado financeiro, Tarcísio era o nome certo a ser emplacado pela direita. No entanto, a tentativa de Flávio em ocupar esse espaço criou tensões entre o senador e governador.
Em janeiro, como destacado pelo O Brasilianista, o governador de São Paulo fez uma visita ao ex-presidente no Complexo da Papuda, em Brasília. A visita que marcou o primeiro encontro pessoal dos dois desde que Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e três meses, também foi o dia em que Tarcísio declarou que não há dúvidas sobre seu apoio a Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026.
O senador, por sua vez, disse que em conversa com seu pai, ele teria dito que “teria que ser” Flávio a manter o legado do bolsonarismo na eleição.
Para Tarcísio, ficou a tarefa de conquistar o governo de São Paulo novamente, um importante colégio eleitoral para os votos presidenciais.
Em evento realizado em abril sobre o agronegócio, Tarcísio e Flávio formalizaram seus apoios públicos pela candidatura de cada um.
Tarcísio se afasta com crise de “Dark Horse”
A campanha de Flávio foi atingida por uma série de investigações contra aliados e o vazamento de negociações privadas com o ex-dono do Banco Master. O impacto é tanto que sua pré-candidatura ao Planalto está praticamente descartada entre aliados no Centrão e mercado financeiro.
Foi confirmado que o senador negociou cerca de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vale lembrar que o banqueiro Daniel Vorcaro é ex-dono do Banco Master e responde por uma fraude bancária bilionária, além de ser investigado por atuar como miliciano em organizações criminosas e corrupção.
A informação interfere diretamente na narrativa que vinha sendo relatada pelo pré-candidato ao Planalto, de que não possui nenhum vínculo pessoal ou comercial com Vorcaro ou o Master.
Para Tarcísio, a situação preocupa, mas não acredita que deve enfraquecer a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Existe uma fadiga do PT em vender esperança. As pessoas estão sem norte, estão tomadas pela desesperança, esperando um projeto. Temos uma série de problemas e isso vem sendo discutido [na pré-campanha do Flávio]. Tem um cansaço da população. Então, é por isso que acho que não enfraquece a candidatura”, defendeu o aliado.
Ainda assim, Tarcísio não compareceu ao segundo evento de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, evento em que Flávio estaria. A assessoria do governador alega que ele estaria sem voz por complicações de uma gripe.

