O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, revelou em entrevista à Globonews nesta segunda-feira (25) que a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da campanha eleitoral à Presidência está “fora de cogitação”.
“Não passa isso pela nossa cabeça. Ele é o candidato do Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história”, disse o presidente do PL.
Além disso, afirmou que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, não é uma candidata viável à presidência pelo PL. Para ele, uma possível candidatura dela seria “fora de questão”.
No entanto, desde a eclosão do caso “Dark Horse”, Michelle tem se tornado um nome muito possível dentro da corrida eleitoral da direita. Por enquanto, a orientação que ela recebeu é de acompanhar os próximos desdobramentos antes de consolidar qualquer mudança de rota eleitoral. Ela se beneficia ao se manter fora dos assuntos polêmicos envolvendo o clã Bolsonaro.
Michelle também está sendo cotada como vice-presidente em uma possível chapa feminina com Tereza Cristina (PP) como pré-candidata à Presidência. Emplacar essa chapa seria algo histórico no Brasil, que nunca teve uma chapa presidencial formada somente por mulheres.
Apesar desse cenário, Valdemar e Flávio Bolsonaro preferem que a ex-primeira-dama tente uma campanha ao Senado Federal.
Michelle no Senado é mais adequado para o PL
Enquanto o PL tenta emplacar Flávio como o único candidato representante do bolsonarismo na corrida presidencial, a legenda acha mais vantajoso usar o nome de Michelle para emplacar chapa do Senado Federal.
Em geral, a percepção é de que, apesar de uma boa atratividade para votos, Michelle não tem a experiência em cargos eletivos para poder se infiltrar no papel de vice ou presidente do País. Ainda assim, seu nome é potente na disputa, pois, além de ser uma representação do clã Bolsonaro, ela é politicamente relevante dentro do campo conservador e atua como uma das principais representantes da pauta bolsonarista.
Além disso, caso ela consiga uma cadeira no Senado, o PL e Flávio Bolsonaro poderiam mirar no Supremo Tribunal Federal (STF) e “dar o troco” das divergências desse poder contra as pautas mais conservadoras nos últimos meses.
Michelle tem nome forte para próximas eleições
Mesmo que não consiga seguir candidatura ao Planalto em 2026, Michelle ainda pode ser um nome forte nas eleições de 2030, especialmente se conseguir um cargo no Senado dessa vez.
Isso porque sua força eleitoral decorre não apenas da associação com o ex-presidente, mas também da construção de uma imagem própria ligada ao eleitorado evangélico, conservador e feminino.
“Do ponto de vista eleitoral, Michelle possui potencial de transferência de capital político, forte capacidade de mobilização digital e bom desempenho em segmentos específicos do eleitorado. Entretanto, eventual candidatura dependeria de fatores jurídicos e estratégicos, especialmente diante do cenário de inelegibilidade de Jair Bolsonaro e das articulações partidárias para 2026”, afirmou Mariana Carvalho, sócia-fundadora do escritório Mariana Carvalho Advogados, em entrevista a esta matéria do O Brasilianista.

