Publicidade
Justiça

A atuação da Planner no caso Master

A empresa se tornou alvo após realizar negociações com a Reag

A atuação da Planner no caso Master

As empresas Mídias Promotora LTDA, que atua na intermediação de produtos financeiros, e a corretora Planner são investigadas pela a nova fase da Operação Compliance Zero e também pela Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e movimentações financeiras relacionadas ao grupo Refit.

Publicidade

A Planner se tornou alvo após realizar negociações com a Reag, empresa vinculada ao grupo Master que foi liquidada pelo Banco Central (BC).

Reportagem do Metrópoles mostrou que a instituição financeira ficou com a base de clientes, informações da Reag e também, controle da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (Ciabrasf), que presta serviços fiduciários e de administração de fundos.

A Polícia Federal ainda passou a investigar a empresa por atuar como ponte no esquema do Rioprevidência com o Banco Master em fevereiro de 2024. A companhia era utilizada como meio de pagamento aos operadores das transferências fraudulentas.

RioPrevidência investiu quase R$ 1 bilhão diretamente no Master e outros R$ 1,6 bilhão em fundos relacionados à instituição financeira. A operação também mira possíveis irregularidades administrativas e financeiras envolvendo a gestão dos recursos públicos.

O credenciamento do Banco Master e da corretora no fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro também foi realizado com base em atestado fraudulento. A primeira operação realizada pela Planner aconteceu sem qualquer registro de justificativa da operação.

Após o início das investigações, o site da Planner ficou fora de ar.

Ex-governador do Rio de Janeiro era amigo de Vorcaro

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) foi acusado de facilitar os negócios de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, no estado. Há menos de duas semanas, o ex-governador se tornou centro da investigação da Operação Sem Refino.

Os investigadores encontraram uma prova, por meio da análise do celular de Vorcaro, revelando indícios de crimes praticados em coautoria com Castro e outros agentes públicos e privados. Entre outubro de 2023 e julho de 2024, o RioPrevidência realizou aportes de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master.

Já entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, devido a entraves regulatórios, foram realizados aportes em fundos estruturados pelo mesmo grupo, em montante que teria atingido R$ 2,01 bilhões. 

O vínculo próximo entre o ex-dono do Master e Castro teria exercido “papel politicamente relevante” para a viabilização dos aportes do RioPrevidência no Master, de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

A PF ainda encontrou certa sincronia entre os aportes financeiros e encontros mantidos entre Castro e Vorcaro. Foi identificado um vínculo pessoal estreito entre os dois, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários.

O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todas os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.

Veja mais de O Brasilianista nas redes sociais