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Política

Caso Master: Cláudio Castro desiste do Senado; relembre outras “vítimas” da crise

Apurações em curso ampliaram o desgaste de alguns nomes e mudaram os bastidores da corrida eleitoral de 2026

Caso Master: Cláudio Castro desiste do Senado; relembre outras “vítimas” da crise

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu abandonar a disputa por uma vaga no Senado em 2026 após o avanço das investigações relacionadas ao Caso Master. O anúncio foi comunicado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em meio ao aumento da pressão política dentro do partido.

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Castro vinha sofrendo desgaste interno por causa das apurações da Polícia Federal sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ex-governador fazia parte da estratégia eleitoral do PL no Rio de Janeiro ao lado do senador Flávio Bolsonaro.

Nos bastidores da legenda, dirigentes avaliavam que a permanência de Castro na disputa se tornou inviável diante das investigações e da repercussão das mensagens trocadas entre ele e Vorcaro. A Polícia Federal também apura encontros dos dois em viagens aos Estados Unidos e despesas registradas em restaurantes de luxo em Nova York.

A crise em torno do Caso Master, porém, já atingiu outros nomes importantes da política nacional e provocou mudanças em diferentes grupos aliados ao PL.

Aliados passaram a enfrentar desgaste político

As investigações envolvendo Daniel Vorcaro chegaram à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Conforme já explicado pelo O Brasilianista, o publicitário Marcello Lopes deixou a chefia de comunicação da campanha poucos dias após a repercussão do financiamento do filme “Dark Horse”, produção ligada à trajetória política de Jair Bolsonaro.

A mudança ocorreu depois da divulgação de informações sobre a participação de empresários e recursos associados ao Banco Master no projeto audiovisual. Eduardo Fischer foi chamado para reorganizar a comunicação da equipe política de Flávio Bolsonaro.

As apurações também atingiram nomes como Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias. Ambos foram citados durante a repercussão sobre a origem dos recursos utilizados na produção cinematográfica.

Dentro do PL, o avanço da crise aumentou a preocupação sobre possíveis impactos eleitorais para 2026. O próprio Valdemar Costa Neto precisou divulgar nota pública negando que o partido estivesse avaliando a resistência da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Ciro Nogueira entrou no radar das investigações

Outro nome citado nas investigações foi o senador Ciro Nogueira. Reportagem do O Brasilianista mostrou que a Polícia Federal passou a analisar movimentações financeiras relacionadas a uma empresa ligada à família do parlamentar.

A investigação identificou um pagamento de R$ 14,2 milhões de um fundo associado ao grupo Refit para uma empresa ligada ao senador. O documento da operação teria sido assinado por Raimundo Neto Nogueira, irmão de Ciro, que também virou alvo de outra operação da PF.

O senador afirma que a negociação ocorreu de forma regular e declarada às autoridades. Ainda assim, o caso ampliou o desgaste político em torno de aliados próximos ao grupo bolsonarista e ao PL. As apurações da Operação Sem Refino investigam suspeitas de fraudes fiscais, benefícios irregulares e relações entre empresários do setor de combustíveis e agentes públicos durante a gestão de Cláudio Castro no Rio de Janeiro.

Cenário de incerteza alterou estratégias políticas

A troca de advogados de Daniel Vorcaro também aumentou a tensão nos bastidores políticos em Brasília. Ainda de acordo com O Brasilianista, a contratação do criminalista José Luís Oliveira Lima levantou hipóteses sobre uma possível mudança na estratégia jurídica do banqueiro.

Mesmo sem confirmação de acordo de colaboração, a possibilidade passou a influenciar decisões políticas e eleitorais. Lideranças partidárias passaram a agir com mais cautela diante do risco de novos vazamentos e desdobramentos das investigações. Nesse cenário, a decisão do governador Ratinho Júnior de permanecer no comando do Paraná e não disputar a Presidência também ganhou novas interpretações nos bastidores políticos.

O cientista político Murillo de Aragão comentou o cenário em entrevista à CNN Brasil: “É impossível, na minha opinião, que a gente tenha ou uma delação que derrube tudo, ou uma situação que derrube a República, ou uma grande pizza”.

Ele também declarou: “É impossível alguém controlar, ou mesmo algumas das lideranças, controlar o destino das investigações e dos acontecimentos”.

As investigações envolvendo Daniel Vorcaro seguem em andamento e alcançam políticos, empresários e integrantes do sistema financeiro. Até o momento, não há condenações definitivas relacionadas aos casos citados.

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