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Geopolítica

Por que Trump ameaça atacar a “Suíça do Oriente Médio”?

Omã está situada em um ponto estratégico do Estreito de Ormuz

Por que Trump ameaça atacar a “Suíça do Oriente Médio”?

Na última quarta-feira (27), Donald Trump ameaçou Omã, localizado no Oriente Médio, caso o país compactuasse de alguma forma o Irã, país no qual os Estados Unidos declarou guerra no início deste ano, ou controlasse de alguma maneira o Estreito de Ormuz. “São águas internacionais, e Omã vai se comportar como qualquer outro país, ou teremos que explodi-los”, afirmou o presidente norte-americano.

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Já na quinta-feira (28), Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, endossou esse discurso em uma publicação na rede social X. “O governo dos EUA não irá tolerar qualquer esforço para impor um sistema de pedágios no Estreito de Ormuz. Omã, em particular, deve saber que o Tesouro dos EUA irá mirar agressivamente quaisquer atores envolvidos — direta ou indiretamente — na facilitação de cobranças no estreito, e quaisquer parceiros dispostos a colaborar serão penalizados”, escreveu em um trecho.

Quebra de alianças?

O discurso de Trump pode surpreender uma vez que os países têm histórico de boa relação. Inclusive, Omã recebeu o título de “Suíça do Oriente Médio” justamente pelo seu posicionamento político e diplomático moderado, mantendo bons laços com ambos os lados.

Contudo a fala do presidente dos Estados Unidos também explicita a importância geográfica de Omã, que além de ter passagem para o Estreito de Ormuz (e controlar a costa sul da região), ainda está situada em frente ao Irã.

Vale lembrar que Omã não é o único país “ameaçado” por Trump, o político já fez diversas ameaças a vários países caso ajudassem o Irã durante a Guerra no Oriente Médio ou até mesmo por não entrarem ao seu lado neste conflito. Em abril, ele avaliou punir países da OTAN usando esse discurso.

Importância do Estreito de Ormuz

Localizado no Oriente Médio e responsável por unir importantes rotas comerciais, a passagem é caminho de transporte de 20% da produção mundial de petróleo e gás do mundo. Isso significa que o fechamento ou bloqueio parcial da rota reflete diretamente nos preços internacionais da energia e na segurança de diversos países dependentes do combustível.

O impacto já é palpável. Com as intensificações dos conflitos entre a potência americana e o país do Oriente Médio, o preço do petróleo brent bateu US$ 100 nos últimos meses. E não são apenas os combustíveis os afetados. Visto que a região também é via comercial, os efeitos podem ser sentidos também nos custos das indústrias de química, bem como de siderurgia, petroquímica, cerâmica e vidros.

Em abril deste ano, o Irã estabeleceu como uma das condições para o país e Omã “abrirem” a passagem um pedágio, de cerca de US$ 2 milhões por trânsito a depender da transportadora. Até o momento, as autoridades de Omã não se manifestaram.

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