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Economia

FMI avalia economia do Brasil como resiliente, apesar da necessidade de reformas fiscais

A equipe divulgou comunicado nesta segunda-feira (01), aconselhando o país a manter vigilância no risco de crédito para pessoas físicas

FMI avalia economia do Brasil como resiliente, apesar da necessidade de reformas fiscais

Nesta segunda-feira (01), o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou a avaliação econômica do Brasil, após visita ao país para a conclusão do IV Artigo de 2026. A equipe, liderada pelo economista Daniel Leigh, concluiu que a economia brasileira se mostra resiliente mesmo com embates e cenários críticos, como a Guerra do Oriente Médio.

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O FMI concluiu que a prática adotada pelo Banco Central (BC) de baixar os juros conforme a política de metas da inflação têm auxiliado a manter a economia resiliente. Apesar disso, reformas fiscais se tornam necessárias para diminuir ainda mais a dívida pública. Outro ponto de atenção avaliado pelo fundo internacional é a vigilância contínua, principalmente sobre o risco de crédito para pessoas físicas.

Reformas fiscais

O comunicado publicado pelo FMI reforça a necessidade de reformas fiscais para garantir o crescimento econômico nacional. Para tal, é avaliada a importância de poupar receitas relacionadas ao petróleo e, ao mesmo tempo, realizar políticas temporárias para aliviar o choque do petróleo e efetuar um controle fiscal mais ambicioso.

Desta forma, a credibilidade dos cofres públicos seria reforçada, enquanto os custos da dívida seriam diminuídos e, ainda, haveria a criação de espaço para investimentos que se mostrem prioritários.

Crescimento econômico

Os indicadores do FMI avaliam um crescimento de cerca de 2,5% no médio prazo, apesar do desaceleramento econômico de 2025. A desaceleração refletia as consequências da política monetária restritiva, além da redução do impulso fiscal.

Para o primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu cerca de 1,1%,conforme apuração de O Brasilianista. A estatística, divulgada na última sexta-feira (29), surpreendeu o mercado positivamente, que estimava crescimento em torno de 0,9%. Três setores se sobressaíram com os resultados positivos, sendo o de serviços, com 0,5%, de indústria, com 1% e da agropecuária, com 2%.

Inflação

Outro ponto da avaliação do FMI é o comprometimento para com a meta de 3% de inflação. Segundo o fundo, apesar do aumento em 2026, por conta do cenário da Guerra no Oriente Médio, a previsão é de outro aumento em curto prazo para, então, convergir ao objetivo em 2028.

Conforme apurado pelo O Brasilianista, o Boletim Focus projeta para 2027 inflação de 4,92%, acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Assim, para atingir o objetivo de 3%, considerando 1,5% de margem, o teto máximo permitido é de 4,5%. Além disso, o relatório aponta que, para 2028, a estimativa se aproxima de 3,65%.

Cenário mundial

Especialistas do mercado, de acordo com apuração de O Brasilianista, projetam que a Guerra no Oriente Médio pode acarretar diversos cenários possíveis, não excluindo uma recessão global das possibilidades. Apesar disso, o relatório do FMI indicou que o Brasil se encontra parcialmente protegido do aumento do preço do petróleo pelo cenário global.

Isso, por conta de duas condições do país, a de exportador do líquido de petróleo e a de investimento em fontes de energia renováveis. Assim, a geração de energia elétrica não se encontra dependente exclusivamente do combustível.

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