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Economia

Viagens interestaduais podem aumentar 15% em junho, apesar de alta no combustível

As festividades do mês devem movimentar as estradas, que podem prejudicar nos valores da gasolina

Viagens interestaduais podem aumentar 15% em junho, apesar de alta no combustível

O feriado de Corpus Christi, proximidade das férias escolares e festejos juninos vão aumentar o movimento das rodovias brasileiras. A Associação Brasileira de Transporte Interestadual de Passageiros (Abrati) prevê um aumento de quase 15% nas viagens interestaduais no mês de junho.

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Ainda assim, a avaliação é de que o aumento dos preços dos combustíveis e a situação financeira apertada de boa parte das famílias arrefeceu o apetite por viagens mais prolongadas.

A região Nordeste deve se dar bem com as festividades do mês, visto que os dados de 2025 mostraram um crescimento no volume de passageiros transportados entre maio e junho, que passou de 2,84 milhões para 3,20 milhões de passageiros, representando um aumento aproximado de 13%.

A expectativa neste ano é que a tendência de aumento se mantenha e que junho supere os 3,20 milhões de passageiros do ano passado, alcançando números próximos de 3,6 milhões de passageiros. Isso porque o período é tradicionalmente marcado por um maior esforço para passar o feriado com familiares distantes.

Combustíveis nas alturas

Petrobras anunciou na última quinta-feira (28) um aumento no preço da gasolina vendida a distribuidoras pela primeira vez em dois anos. O aumento começou na última sexta-feira (29), de R$ 0,48 por litro.

No entanto, esse valor será compensado pelo desconto de R$ 0,44 por litro por conta da subvenção econômica instituída pelo governo federal. Dessa forma, o preço da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro — o que representa um aumento de R$ 0,04 por litro.

Vale destacar que o impacto chega não somente para os consumidores, mas para a economia do Brasil, que vai recolher menos impostos com a medida de subvenção. De toda forma, o governo reiterou que consegue equilibrar a balança pelo alto fluxo de exportações do petróleo em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz.

O Brasilianista mostrou que boa parte dos países em desenvolvimento, como o Brasil, estão sofrendo o impacto mais severo da escassez de produtos que vão além do petróleo: a crise energética impede o fornecimento de alimentos, recursos de tecnologia e até mesmo industriais.

Antes da guerra, que bloqueou boa parte das exportações do Oriente Médio, aproximadamente um quarto do petróleo bruto transportado por via marítima e um quinto do gás natural liquefeito do mundo passavam pelo Estreito de Ormuz, fechado desde fevereiro.

Para o Brasil, apesar de bons resultados de exportação de petróleo, o valor do combustível tem projeção de alta caso a guerra continue. Os barris de petróleo seguem na faixa dos US$ 100.

Além disso, boa parte da mobilidade brasileira se dá por estradas. Um possível aumento de trânsito durante o mês de junho poderia causar mais impactos à organização de medidas de desafogamento do trânsito.

Especialmente para a região Nordeste e Norte, os combustíveis podem chegar mais caros pelas distâncias dos polos de produção até os postos de gasolina dessas áreas.

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