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Geopolítica

Trump usa Flávio para movimentar sua militância

O presidente dos EUA publicou elogios ao senador brasileiro

Trump usa Flávio para movimentar sua militância

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou pela primeira vez sobre o encontro que teve com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na semana passada. Em um post na sua rede social, a The Truth Social, ele elogiou o pré-candidato à Presidência do Brasil.

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“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil! Presidente DONALD J. TRUMP”, escreveu.

O estreitamento da relação entre os dois se dá em um contexto em que Flávio Bolsonaro passa por um abalo em sua campanha eleitoral após as revelações do caso Dark Horse. Para Trump, também é um momento próximo às eleições de meio mandato, em que vem perdendo a popularidade após os ataques ao Irã.

Um possível relacionamento entre os dois poderia ajudar Flávio a retomar sua popularidade entre os eleitores da direita, enquanto ajudaria Trump a reafirmar aliados que poderiam ajudá-lo nas eleições americanas.

Por que Trump perde popularidade?

O aumento do custo de vida dos estadunidenses em meio à guerra do país contra o Irã vem causando problemas ao índice de aprovação do presidente Donald Trump.

Pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou em abril que o indicador caiu para o nível mais baixo de seu mandato atual. Na ocasião da pesquisa, 34% dos americanos aprovam o desempenho de Trump na Casa Branca.

A queda da popularidade de Trump vem se mostrando constantemente desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2025. Na época, 47% dos americanos o aprovavam. A aprovação do desempenho do governo em relação ao custo de vida caiu de 25% para 22% em meio a uma alta frequente dos preços de combustíveis devido à guerra contra o Irã.

Entre os republicanos, apenas 41% do partido desaprova a gestão do custo de vida, enquanto boa parte do partido (78%) aprova o governo como um todo.

Inflação e guerra do Irã

A inflação americana está subindo e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) está enfrentando sérios desafios para conter o indicador. Em junho, haverá uma nova reunião para definir os rumos da política monetária americana.

O que mais impacta nos preços ao consumidor nos EUA é a guerra com o Irã, que bloqueou a principal passagem de petróleo mundial e encarece não apenas os combustíveis, mas produtos variados do petróleo e também a distribuição de alimentos.

Eleições de meio mandato

Os EUA terão, em novembro, eleições de meio de mandato, em que os estadunidenses devem escolher novos governadores, 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado.

Em um momento decisivo para Trump garantir aliados nas duas Casas Legislativas — mas atualmente com a vantagem de maioria parlamentar republicana —, eleitores independentes registrados, grupo que pode ser decisivo nas eleições, favoreceram os democratas por 14 pontos percentuais, 34% a 20%, quando questionados sobre em quem votariam nas eleições para o Congresso na mesma pesquisa da Reuters.

Vale lembrar que Trump venceu a eleição presidencial de 2024 com a promessa de reduzir os preços após vários anos de alta inflação. Alguns republicanos dentro do próprio Congresso já indicaram ser contrários à continuação da guerra.

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