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Geopolítica

Quatro meses após criação, Conselho de Paz de Trump está sem fundos e vive impasse

O primeiro plano estratégico do presidente dos EUA para a alcançar a paz é a desmilitarização e reconstrução de Gaza

Quatro meses após criação, Conselho de Paz de Trump está sem fundos e vive impasse

Criado em janeiro de 2026, o Conselho de Paz de Donald Trump atraiu os olhares internacionais, principalmente sobre como a iniciativa lançava dúvidas sobre a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU). Agora, quatro meses após a sua instituição, o colegiado se encontra sem fundos e em impasse para o comprimento do seu primeiro plano estratégico.

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Com o objetivo de instaurar a paz mundial, o Conselho possui 28 países membros fundadores, conforme consta em seu site oficial. Assim, a primeira etapa para alcançar o objetivo final seria uma Gaza desmilitarizada e reconstruída.

Para tal, segundo apurou O Brasilianista, o presidente vitalício do colegiado anunciou que seria investido US$ 7 bilhões para a iniciativa, já doados pelos países aliados, enquanto a ONU mobiliza aproximadamente US$ 2 bilhões. No entanto, até o momento, quase nada foi gasto, conforme reportagem do The Washington Post.

Planos para reconstrução de Gaza estão sem fundos

Segundo fontes anônimas declararam para o The Washington Post, os governos árabes presentes no Conselho se mostraram relutantes em fornecer as doações prometidas. Isso se deve à incerteza quanto a paz a longo prazo e a falta de credibilidade para a criação do estado Palestino. Deste modo, do total estimado para a implementação do plano, pouco foi efetivamente doado pelos países membros.

O grupo internacional, conforme apurou O Brasilianista, possui o objetivo de construir aproximadamente 180 arranha-céus pelo litoral de Gaza. O objetivo da iniciativa é atrair o turismo para o local. Além disso, conforme plano estratégico publicado pelo Conselho, após a reestruturação, as condições para a determinação da Palestina enquanto estado poderão ser alcançadas.

Desmilitarização do Hamas em impasse

Apesar do cessar-fogo ter sido assinado em outubro de 2025, a paz em Gaza não é uma realidade. De acordo com reportagem do The Washington Post, o Conselho de Paz possui um impasse com a desmilitarização do Hamas. Isso, pois, Israel continua efetuando ataques aéreos aos cidadãos palestinos. Deste modo, o grupo armado se recusa a assinar o tratado e entregar suas armas.

Mesmo com o governo dos EUAprometendo anistia aos integrantes do Hamas, e buscando assegurar sua segurança pessoal, a mediadora entre a organização e a Casa Branca, Bishara Bahbah, afirma que o grupo não confia na promessa americana, enquanto o país continua permitindo que Israel viole as normas do acordo de cessar-fogo.

ONU e a situação em Gaza

Para o olhar internacional, segundo apuração de O Brasilianista, a criação do Conselho de Paz do Trump apresentou um ponto de tensão com a ONU, principalmente sobre o papel da organização no sistema internacional. O presidente dos EUA afirmou que o foco da iniciativa não era ocupar o lugar da ONU, e declarou que, uma vez que todos os países fizessem parte do Conselho, tudo seria possível de ser realizado.

Porém, a situação em Gaza continua sendo de poucos recursos e ataques diários. Em boletim emitido em março de 2026, a ONU contabilizou 631 mortes de palestinos após o cessar-fogo. Além disso, a passagem de Kerem Shalom, no sul de Gaza, foi reaberta para a entrada de ajuda humanitária, no entanto, outros pontos como Rafah, na fronteira com o Egito, continuam fechados.

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