Danielle Ezequiel de Morais, ex-subsecretaria do governo Cláudio Castro, se apresenta ao mundo como mãe, esposa, ativista pela defesa dos neurodivergentes, secretária parlamentar e advogada. Porém, ela nunca teve o registro profissional expedido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Uma simples consulta ao Cadastro Nacional da Advocacia (CNA) mostra que Danielle Ezequiel foi estagiária de advocacia, mas nunca advogou de fato. Questionada por O Brasilianista, ela afirmou que não mais se apresentará como advogada.
Ezequiel dizia ser advogada também nas redes sociais. Veja abaixo:


Politicamente bem relacionada
Danielle Ezequiel é conhecida da política fluminense, principalmente entre os conservadores. Ela foi candidata a deputada estadual pelo PL. Ela afirmou a O Brasilianista que entrou na disputa com a promessa de apoio de Flávio Bolsonaro, a quem diz conhecer há anos.
No Facebook, por exemplo, o e-mail apresentado em seu perfil é favorável aos Bolsonaro.

Como, segundo Ezequiel, o apoio prometido nunca foi cumprido por Flávio, sua trajetória política encontrou abrigo com o senador Romário. Danielle Ezequiel diz ser aliada e apoiadora do ex-jogador tetracampeão do Mundo. Em suas redes e no WhatsApp, ela faz questão de divulgar a proximidade com o ex-atleta.
Ezequiel tornou-se subsecretária logo no começo da gestão Cláudio Castro, em setembro de 2020, logo após Castro assumir o lugar de Wilson Witzel, afastado do cargo em agosto daquele ano após rachar com suas alianças políticas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Quis o destino que Castro tivesse um destino similar ao de Witzel ao ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Antes do governo Cláudio Castro, Ezequiel era próxima do ex-senador Mão Santa. Em 2010, ela foi citada pelo político como advogada. Ao falar sobre funcionários fantasma, o político afirmou: “Há cinquenta mil aloprados ganhando DAS. Está ali a nossa Danielle Ezequiel, advogada. Vi como ela luta, como ela rala para ganhar a vida no Rio de Janeiro”.

