Com a nova alta do petróleo no mercado internacional, o Governo Federal vem traçando rotas para evitar o aumento no preço do combustível. Dentre as medidas tomadas, nesta terça-feira (09), foi proposto o aumento de 30% para 32% da quantidade permitida de etanol anidro na gasolina.
A resolução é uma iniciativa para tentar segurar o preço do combustível com a escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a proposição será enviada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em até 15 dias para análise da instituição. A ampliação da mistura pode gerar redução de 450 milhões de litros de petróleo importados, caso seja aprovada, estima o Governo Federal.
Neste mesmo mês em 2025, a mesma proposta foi efetuada pelo governo, aumentando a quantidade de mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%. No entanto, a medida elevou, também, a mistura de biodiesel no diesel comum, de 14% a 15%. A proposta anunciada desta vez não contempla o diesel.
Subvenção econômica do diesel
Além da proposta, o Governo Federal anunciou, ainda nesta terça-feira (09), o Decreto 12.995, regulamentando a concessão de subvenção econômica do diesel aos produtores e importadores do óleo no valor de R$ 1,12 por litro. Segundo apurou O Brasilianista, a medida coloca a União na posição de subsidiária, bancando parte do valor para que o preço não suba exponencialmente.
Para ter acesso, os produtores e importadores devem efetuar a adesão formal ao programa junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pelo termo de adesão. Para tal, é necessário informar que a quantia subsidiada foi repassada como desconto no preço de venda do diesel rodoviário, por meio da Nota Fiscal Eletrônica.
Ao consumidor final, o impacto é incerto, conforme apurou O Brasilianista. Isso, pois, há outras variáveis a serem consideradas no preço final do combustível, como frete, alimento e inflação.
Quem fornece o diesel ao Brasil?
Durante a escalada dos eventos no Oriente Médio, a Rússia se tornou a responsável pelo abastecimento de diesel no Brasil. Segundo apurou O Brasilianista, o país respondeu por cerca de 81% de todo o combustível importado entre os meses de março e abril de 2026.
Em segundo lugar, se encontram os Estados Unidos, com 6% de exportação. A dependência da Rússia foi ainda maior no mês de abril, com quase 90% do total adquirido pelo Brasil, enquanto o mercado estadunidense respondeu por 11% das exportações.
Crise no Oriente Médio e a importação de combustível
O comércio exterior brasileiro teve alterações profundas com a crise no Oriente Médio. De acordo com apuração do O Brasilianista, antes do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, a maior parte do diesel brasileiro advinha dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.
Após a escalada do conflito, as tensões impactaram na logística e nas rotas comerciais do combustível, aumentando o preço do combustível. Deste modo, o Brasil encontrou a saída com o diesel russo, que se tornou o maior fornecedor em poucos meses.

