A relação entre o ex-prefeito da capital de Alagoas, João Henrique Caldas e o deputado federal Arthur Lira pode não estar mais em risco. Isto é, porque possivelmentea aliança já nem tenha mais a possibilidade de acontecer para as eleições de 2026.
O BNews Alagoas indicou que acontecimentos mais recentes indicam que, se ainda existia alguma chance de composição para as eleições de 2026, ela pode ter sido encerrada de vez.
O episódio que gerou essa percepção teve início durante a inauguração da avenida que recebeu o nome do ex-senador Benedito de Lira. Na ocasião, Arthur Lira adotou um tom considerado frio ao comentar o cenário eleitoral futuro. Ao afirmar que apoiará “qualquer governador que se eleger”, o deputado evitou sinalizar compromisso com uma eventual candidatura de JHC ao Governo de Alagoas.
Essa declaração foi interpretada como um claro recado político de que a relação entre os dois estaria quebrada.
A resposta do grupo ligado a JHC sobre esse recado foi rápida. O vereador e pré-candidato a deputado federal Kelmann Vieira utilizou as redes sociais para afirmar que o ex-prefeito de Maceió não precisa de intermediários para construir seu projeto político.
O ex-secretário de governo e coordenador político de JHC, Júnior Leão, também comentou, mas em tom ainda mais direto. Ele afirmou que político que tem o povo ao seu lado não teme conchavos políticos.
Para JHC, a estratégia agora é clara: apresentar o candidato à governador como independente, capaz de disputar a eleição sem depender dos tradicionais acordos de bastidores. Por outro lado, Arthur Lira mantém uma postura característica de sua trajetória política.
Na avaliação do grupo do deputado, reconhecido pela capacidade de articulação e construção de alianças, ele não pretende mais aceitar imposições nem correr atrás de antigos aliados que deixaram de cumprir compromissos firmados no passado.
Problemas com os apoiadores de Lira
O Brasilianista mostrou anteriormente que, nos bastidores, a percepção é de que o maior problema seria a base de Lira. De acordo com essas fontes, alguns nomes importantes do grupo são contrários ao projeto de apoio a JHC. Esse grupo é constituído pelo núcleo mais delicado: a família Pereira.
Pauline Pereira, Peu Pereira e Fernando Pereira não demostram entusiasmo com a possibilidade de apoiar JHC. O problema não é só político e passou a infiltrar o campo pessoal e familiar. Apenas Jó Pereira aceitaria uma aliança com o ex-prefeito de Maceió.
Por outro lado, somente a ex-esposa de João Pereira, ,Izabelle Alcântara, que se mantém ao lado de JHC. Esse cenário indica uma dificuldade de aliança entre as relações pessoais e não profissionais.
Outro que já teria manifestado seu desinteresse em embarcar na composição é Antônio Albuquerque, do União Brasil, que prefere concentrar forças em sua própria candidatura e no projeto político do filho, Nivaldo Albuquerque.
No momento, não há indicações únicas ou claras sobre os motivos de falta de apoio a JHC. No entanto, uma das razões seria pelo ex-prefeito ainda não ter se posicionado publicamente em apoio a Flávio Bolsonaro após a eclosão do caso “Dark Horse”.

