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Política

Artistas criticam bets, mas aceitam o dinheiro dessas empresas

Na última semana, artistas brasileiros se manifestaram na campanha “dê um block no tigrinho”

Artistas criticam bets, mas aceitam o dinheiro dessas empresas

A campanha digital “Dê um block no tigrinho” anda circulando pelas redes sociais nas últimas semanas. O vídeo apresenta grandes artistas brasileiros, como Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil e Chico Buarque e busca conscientizar sobre as apostas em bets e articular artistas e a sociedade civil sobre o endividamento causado pelas plataformas. No entanto, vários aceitam o dinheiro das empresas.

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O vídeo foi publicado no perfil do Instagram 342artes no dia 02 de junho de 2026. Segundo o perfil, a campanha pretende influenciar acerca dos danos causados pelas casas online de apostas, especialmente entre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Enquanto criticam as plataformas, artistas como Caetano Veloso, Daniela Mercury e Gilberto Gil são atrações em festivais que possuem patrocínio de bets.

Festivais patrocinados por bets

O Arena Brasileira, festival que será realizado no Parque Ibirapuera durante os jogos da Copa do Mundo de 2026 possui, como principal patrocinador, a Superbet. Dentre as atrações confirmadas do evento, está Caetano Veloso, protagonista da campanha digital.

Diversos outros grandes cantores brasileiros foram anunciados pelo festival. Dentre eles, Ana Carolina, Anitta, Ivete Sangalo, João Gomes e Marisa Monte. O evento tem data para início neste sábado (13), com o primeiro jogo do Brasil na Copa.

Além do Arena Brasileira, outro grande festival de 2026 possui a mesma empresa de apostas entre os seus patrocinadores, o Rock in Rio. Um dos maiores eventos de música recebe no palco Gilberto Gil e Daniela Mercury, que também protagonizaram a campanha “Dê um block no tigrinho”.

Bets agravam o endividamento

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou, em abril de 2026, que o crescimento das bets está agravando o endividamento. Dessa forma, ampliando a preocupação em níveis econômicos e sociais.

Segundo apurou O Brasilianista, as plataformas de aposta estão comprometendo a renda do brasileiro. Sendo necessário, assim, a implementação de políticas públicas para proteger os consumidores e limitar a atuação das empresas.

O debate sobre a regulamentação das bets é avaliado pelo Governo Federal. Conforme apuração de O Brasilianista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou o endurecimento das regras para apostas online. O foco de preocupação é o crescimento acelerado do mercado, e a intenção do enrijecimento de normas é justamente limitar a expansão das empresas.

Justiça na Bahia proíbe propaganda de bets nas festas juninas

Em decisão liminar, a 6ª Vara do Tribunal de Justiça da Bahia determinou a proibição de divulgação de plataformas de apostas em festas juninas. De acordo com apuração de O Brasilianista, o texto indica o investimento do governo estadual de cerca de R$ 147 milhões nas festividades, e o dinheiro público não deve ser utilizado como palco para ampliar o acesso às bets.

Conforme a decisão, o patrocínio das empresas aos eventos pode ser realizado, desde que se adeque a uma série de regras. Dentre elas, estão a proibição de panfletagem de casas de apostas, assim como a exposição de logotipos de bets antes das 22h.

Brasileiros defendem a proibição das bets

Dados levantados pela pesquisa Meio/Ideia revelam que 44% dos brasileiros defendem a proibição das bets. Além disso, 59% avaliam que as plataformas provocam o endividamento da população.

De acordo com apuração de O Brasilianista, o estudo foi realizado entre os dias 01 e 05 de maio de 2026, com mais de 1.500 entrevistados via telefone. Entre os entrevistados, 61,9% afirmam que as plataformas de apostas online causam vício.

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