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Política

Novas revelações sobre o caso Dark Horse ampliam pressão sobre Vorcaro e aliados de Bolsonaro

A crise não acaba

Novas revelações sobre o caso Dark Horse ampliam pressão sobre Vorcaro e aliados de Bolsonaro

As investigações e reportagens sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganharam novos capítulos nos últimos dias com a divulgação de documentos que detalham a origem e o caminho de recursos destinados ao projeto. As revelações se somam a questionamentos sobre contratos públicos, repasses financeiros e a atuação de pessoas ligadas à produção do longa.

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Reportagem publicada pelo Intercept Brasil revelou auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontam supostas irregularidades envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização presidida por Karina Ferreira da Gama, também responsável pela produtora Go Up Entertainment, ligada ao filme. Segundo os relatórios, recursos repassados pelo Conselho Nacional do Sesi para projetos realizados em diversos estados apresentaram indícios de superfaturamento, falhas de prestação de contas e terceirizações consideradas irregulares pelos auditores.

Os documentos analisados pela CGU indicam que contratos financiados com recursos do Sistema S teriam registrado sobrepreços milionários, além de divergências entre os serviços contratados e aqueles efetivamente executados. O órgão recomendou medidas para apuração de responsabilidades e recuperação de valores.

Investimento de pelo menos US$ 10 bilhões

Em outra frente, novos documentos divulgados pelo Intercept incluem planilhas de pagamentos e comprovantes bancários que detalhariam parte do financiamento internacional do filme. Segundo a publicação, pelo menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões na cotação da época — teriam sido destinados ao projeto até maio de 2025. Os registros fazem referência a um cronograma de aportes que previa investimentos totais de aproximadamente US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões.

As informações reforçam reportagens anteriores que apontaram negociações entre o empresário Daniel Vorcaro e integrantes do entorno político bolsonarista para viabilizar a produção cinematográfica. Documentos obtidos pelo Intercept indicariam ainda a participação de estruturas sediadas nos Estados Unidos na movimentação dos recursos destinados ao projeto.

O caso ganhou repercussão política após a divulgação de mensagens, áudios e documentos relacionados às tratativas para o financiamento do filme. As revelações ocorrem em um momento em que Vorcaro busca avançar em negociações de colaboração premiada com as autoridades e enfrenta investigações em diferentes frentes relacionadas a operações financeiras e à captação de recursos.

Nos últimos meses, reportagens de O Brasilianista acompanharam os desdobramentos do caso, incluindo o impacto político das denúncias, a repercussão entre aliados do ex-presidente, os vínculos entre personagens envolvidos na produção e os reflexos das investigações sobre o entorno de Vorcaro. As novas revelações aprofundam o escrutínio sobre a origem dos recursos empregados no projeto e sobre a relação entre seus financiadores e articuladores políticos.

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