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Política

Ciro Nogueira viaja novamente, mas dessa vez com despesas pagas pelo Senado

O parlamentar investigado no Caso Master terá missão custeada pela Casa para Nova York para Fórum da ONU

Ciro Nogueira viaja novamente, mas dessa vez com despesas pagas pelo Senado

Na última terça-feira (09), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), autorizou a missão do senador Ciro Nogueira (PP-PI) a Nova York para o Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. A viagem ocorrerá no período de 13 a 15 de julho de 2026, com custeamento pela Casa de passagens aéreas, diárias e seguro-viagem.

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No texto do pedido, o parlamentar justifica que a presença neste evento é primordial para garantir a supervisão parlamentar das ações governamentais e ao acompanhamento do progresso para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, o senador comunicou, no documento, a ausência do país no período de 12 a 16 de julho.

Ciro Nogueira é investigado no Caso Master

Segundo suspeitas da Polícia Federal (PF), o parlamentar defendeu interesses do Banco Master no Senado Federal, como troca de favores ao banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme apurou O Brasilianista, o ex-dono do Master custou viagens luxuosas ao senador, como uma estadia nos alpes franceses com direito à restaurantes com estrela Michelin e hospedagens em hotel cinco estrelas.

Além disso, trocas de mensagens investigadas pelo PF confirmam que Ciro recebia mesada de Vorcaro desde 2021. O valor, que era inicialmente de R$ 300 mil, aumentou para R$ 500 mil. As investigações da PF apontam que o dinheiro era pago para que o senador defendesse os interesses do banqueiro na Casa.

Nova proposta de delação premiada de Vorcaro entrega Ciro

Em segunda proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro à PF, o banqueiro altera sua versão de que os valores repassados a Ciro eram resultado de uma amizade pessoal entre ambos. Agora, o ex-dono do Master passou a descrever a transferência de numerários como repasses destinados à defesa dos interesses do Master no Congresso Nacional.

Além disso, Vorcaro ainda amplia as informações entregue aos investigadores. A nova tentativa de delação aborda referência a políticos, detalhes relacionados à captação do Banco Master envolvendo recursos de regimes próprios da previdência municipais e estaduais.

Para os investigadores, as informações apresentadas já eram de conhecimento por meio das provas levantadas em averiguações, principalmente por trocas de mensagens no celular do banqueiro. Desta maneira, a avaliação preliminar da proposta é de que o material entregue não justifica os benefícios de uma delação, pois ainda não responde a avanços suficientes.

“Emenda Master”

Em 2024, Ciro apresentou no Senado Federal uma proposta para aumentar de R$ 250 mil a R$ 1 milhão o valor limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) por CPF e instituição financeira. A preposição ficou conhecida como “Emenda Master“, e foi apresentada dez dias após o banqueiro participar do casamento da sobrinha do parlamentar.

Conforme apurou O Brasilianista, a proposta estava em uma das linhas de investigação da PF. De acordo com agentes políticos e integrantes do mercado financeiro, a medida poderia beneficiar o modelo de negócios do Master diretamente, que possuía forte dependência de produtos financeiros protegidos pelo FGC.

Ciro e a Operação Sem Refino

Além dos desdobramentos do Caso Master, Ciro também estaria na mira da Operação Sem Refino, que investiga possíveis fraudes envolvendo o grupo Refit durante a gestão do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. De acordo com apuração do O Brasilianista, as investigações detectaram uma transferência de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis.

O documento do pagamento foi assinado pelo irmão do parlamentar, Raimundo Neto Nogueira, que também é investigado pela Operação Compliance Zero.

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