O acordo de cessar-fogo anunciado no último domingo (14) entre Estados Unidos e Irã foi confirmado pelo primeiro ministro paquistanês Shehbaz Sharif. O país media as negociações desde o início do conflito, e possui relações próximas com ambas nações.
A proximidade geográfica do país árabe com o Irã, além de sua relação diplomática com ambas nações, colocou o Paquistão em uma situação favorável para mediar e sediar a conversa entre os dois lados. Além disso, o país corre grandes riscos com a continuidade do conflito.
Em reportagem, a BBC publica que o país é dependente de petróleo importado, que, em sua maioria, é transportado por meio do Estreito de Ormuz. Assim, desde o início de março, o preço do combustível no estado já subiu em 20%. Para cortar gastos e economizar, o governo paquistanês adotou uma série de medidas, como a semana de 4 dias para os servidores públicos.
Relações do país com os EUA e Irã
O Paquistão possui relação diplomática de longa data com o Irã, país que compartilha fronteira. Em publicação, a BBC comenta que o vínculo entre as nações é quase fraternal.
No entanto, o país teme a escalada do conflito. Isso, pois, assinou em dezembro de 2025 o pacto de defesa mútua com a Arábia Saudita, nação que já atacou o Irã em maio de 2026 e possui relações profundas com os EUA. Desta maneira, caso as negociações sejam mal sucedidas e irrompam na retomada dos ataques, o Paquistão afirmou que honrará seu tratado e se juntar a Arábia Saudita.
Com os EUA, a proximidade se intensificou no início do segundo mandato do presidente estadunidense, Donald Trump. Assim, em reportagem da BBC, foi elencado dois motivos para o favoritismo do país. O primeiro foi a entrega para a CIA de um suposto autor de um atentado no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, em 2021. Já o segundo passo para o estreitamento da aliança foi a indicação realizada pelo país de Trump ao Prêmio Nobel da Paz em 2025, pela sua atuação na intermediação do conflito entre a nação e a Índia.
Paquistão vive conflito com o Talibã
Em fevereiro de 2026, o conflito entre Paquistão e Talibã ganhou novos desdobramentos após declaração de “guerra aberta” feita pelo ministro da Defesa do Paquistão. Conforme apuração de O Brasilianista, o foco das tensões está no Movimento Talibã do Paquistão, organização insurgente contra o estado paquistanês.
Com as declarações, a China e a Rússia se pronunciaram, mediando o conflito a fim de evitar novas reverberações. Em reportagem, o G1 divulgou um novo ataque paquistanês ao Afeganistão, deixando cerca de 13 mortos na última quarta-feira (10).
O que diz o último acordo entre EUA e Irã
No último acordo, que será assinado nesta sexta-feira (19), na Suíça, está previsto um cessar-fogo de 60 dias. O tratado também prevê, segundo apurou O Brasilianista, o encerramento dos ataques em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano, a flexibilização das sanções impostas ao Irã e a abertura do Estreito de Ormuz.
Até o momento, o texto funciona como um acordo-quadro, não sendo, ainda, suficiente para solucionar todas as causas iniciais do conflito. Apesar disso, os países se comprometeram a continuar em negociações diplomáticas para alcançar o fim da guerra.

