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Economia

Quais são as maiores empresas do setor de saneamento do Brasil?

Conheça as três maiores companhias da área brasileiras e entenda a privatização do terceiro lugar do ranking

Quais são as maiores empresas do setor de saneamento do Brasil?

Na última terça-feira (16), o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copesa) foi finalizado na bolsa de valores brasileira B3. O Ranking da Valor 1000 coloca a empresa como a terceira maior companhia de água e saneamento do Brasil, ficando em 166ª posição dentre todas as cotadas em 2023.

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Desta maneira, houve um crescimento da participação privada no setor de saneamento desde o Novo Marco Legal de Saneamento de 2025. Em reportagem da Agência Brasil, cerca de 1/3 dos municípios brasileiros possuem prestação de serviço de tratamento de água e esgoto realizada por empresas em regime de concessão plena ou parcial, ou contratos de parceria público-privada.

Em entrevista a O Brasilianista, o advogado especializado em direito agroambiental, Leandro Mello Frota, explica que a aprovação do Marco do Saneamento alterou a dinâmica do setor, que era dominado por empresas estatais. Isso, pois, a legislação criou mecanismos para estimular concessões e ampliar a concorrência, atraindo, assim, o investimento privado.

Conforme o Ranking da Valor 100, três empresas de saneamento se destacam entre as mais valorizadas do setor. São elas: a Sabesp, Aegea Saneamento e a Copesa. Para tal, vale entender a atuação destas companhias.

Sabesp

A Sabesp atende 371 municípios no estado de São Paulo, e é a maior companhia de saneamento do Brasil, segundo o ranking da Valor. Privatizada em 2024, a empresa possui meta de universalização do sistema de tratamento de água e esgoto no Estado de São Paulo para até 2029, segundo nota da Agência SP, e, para tal, será efetuado um investimento de R$ 70 bilhões.

No entanto, em reportagem da Agência Brasil, um ano após a desestatização, em 2025, a companhia apresentou aumentou no número de demissões e no lucro dos investidores. Assim, um ano após a privatização, cerca de 2 mil funcionários foram demitidos, enquanto a distribuição de lucro aos acionistas aumentou para 50% nos anos de 2026 e 2027.

Segundo levantamento realizado pelo Procon SP, em 2024 a instituição registrou 2.023 reclamações de consumidores com a Sabesp, tendo um índice de atendimento de 24,5%, pegando o segundo lugar. No ano seguinte, a companhia subiu para o primeiro lugar do ranking de reclamações, com 6.879 casos e índice de atendimento de 31,1%.

Aegea Saneamento

A Aegea Saneamento está presente em cerca de 766 municípios do país, estando em15 estados. Conforme dados da companhia, a empresa fechou o ano de 2024 com receita de R$ 16,2 bilhões, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Os atendimentos realizados aos consumidores, no entanto, não se traduzem em lucro.

Conforme nota da prefeitura de Santa Maria (RS) e do Procon, foi efetuado um mutirão de atendimento a consumidores com reclamações. Assim, foram atendidas solicitações acerca de danos na infraestrutura das vias, abastecimento de água e valores cobrados. A força-tarefa foi realizada em maio de 2026 e se deslocou pelos bairros do município para atender aos cidadãos.

Copasa

A terceira empresa de saneamento, como mencionado anteriormente, é a Copasa, privatizada nesta terça-feira (16). Segundo apurou O Brasilianista, a companhia vendeu 117,1 milhões de ações a R$ 49,03 cada, gerando movimentação financeira de R$ 8,38 bilhões aos cofres públicos do estado de Minas Gerais.

Conforme dados de jurisprudência levantados pelo JusBrasil, há mais de 10 mil casos de cobranças indevidas da Copasa aos seus consumidores. Dentre eles, são relatados: cobrança excessiva, corte no fornecimento de água, cobrança por serviço não disponibilizado, entre outros.

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