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Justiça

Quem é Jaques Wagner? PF mira senador em investigação ligada ao caso Master

Líder do governo no Senado e um dos principais nomes do PT, agora é alvo da mais recente da Operação Compliance Zero

Saiba quem é Jaques Wagner, candidato ao Senado pela Bahia

Um dos nomes mais influentes do Partido dos Trabalhadores, o senador Jaques Wagner construiu uma trajetória política que se confunde com a história do próprio PT. Ex-governador da Bahia por dois mandatos, ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e atual líder do governo no Senado, Wagner é considerado um dos principais articuladores políticos do Palácio do Planalto. 

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Nascido no Rio de Janeiro, em 1951, iniciou sua militância no movimento estudantil, atuou no movimento sindical da indústria petroquímica baiana e participou da fundação do PT. Foi deputado federal por três mandatos, ministro do Trabalho, ministro das Relações Institucionais, ministro da Defesa, chefe da Casa Civil e governador da Bahia entre 2007 e 2014. Desde 2019 ocupa uma cadeira no Senado Federal representando a Bahia. 

PF faz busca e apreensão em investigação sobre Banco Master

A trajetória do senador voltou ao centro das atenções nesta semana após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão relacionados às investigações sobre Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A operação também alcançou o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Segundo informações divulgadas sobre a decisão judicial, os investigadores apuram uma possível relação entre os empresários e o parlamentar no contexto das investigações que envolvem o banco. 

A decisão autorizando as diligências foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal e representa um novo desdobramento de um caso que já atingiu diversas figuras políticas nos últimos meses. 

Quem são os novos alvos da investigação?

Além do senador, a investigação passou a concentrar atenção sobre Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e personagem frequente nas apurações relacionadas ao Banco Master. As diligências buscam esclarecer a natureza da relação entre os investigados e verificar a existência de eventuais benefícios ou contrapartidas que estejam sob análise da Polícia Federal.

Ingressos para eventos também entraram na apuração

Outra frente revelada anteriormente por O Brasilianista apontou que uma empresa investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC teria adquirido ingressos destinados a Jaques Wagner. O episódio passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores, que procuram compreender o contexto das relações mantidas entre empresários, intermediários e agentes políticos.

Relação com Augusto Lima amplia alcance do caso

As investigações também passaram a examinar a proximidade entre Jaques Wagner e Augusto Lima. Documentos reunidos pela Polícia Federal indicam que a relação entre os dois se tornou um dos focos das apurações, especialmente diante dos desdobramentos envolvendo Daniel Vorcaro e pessoas próximas ao empresário.

O avanço das investigações aumenta a pressão sobre os personagens que ocupam posições mias estratégicas no cenário político nacional. Com os novos mandados e diligências autorizadas pela Justiça, a expectativa é de que a Polícia Federal aprofunde a análise de documentos, comunicações e movimentações financeiras relacionadas ao caso nos próximos meses.

Procurado pela reportagem de O Brasilianista para comentar a operação e os fatos investigados, Jaques Wagner ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O advogado de Augusto Lima também não se manifestou sobre o caso. 

O espaço fica aberto para os citados, caso queiram dar resposta.

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