Presa preventivamente em 21 de maio de 2026, a advogada e influencer Deolane Bezerra se tornou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), junto com Marcola. A decisão foi realizada na 3º Vara de Presidente Venceslau (SP).
Investigada pela Operação Vérnix, Bezerra se encontra na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. A defesa da advogada solicitou a transferência da ré, mas o requerimento foi negado pela Justiça de São Paulo. O Ministério Público ainda reforça que a prisão domiciliar não é oferecida em casos de crimes com organização criminosa, por conta da violência gerada.
O que é a Operação Vérnix?
Iniciada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a Operação Vérnix tem o objetivo de investigar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. A criadora de conteúdo teria, de acordo com a investigação, recebido valores advindos da facção por intermédio de uma empresa de transporte. Segundo a averiguação, a companhia seria um braço financeiro da organização criminosa, de acordo com apuração de O Brasilianista.
Entre as provas levantadas pelo MP e pela Polícia Civil, foram encontradas mensagens consideradas centrais para enquadrar Bezerra como parte do esquema de lavagem. Além disso, segundo apurou O Brasilianista, comprovantes de transferência para a conta da influenciadora foram encontrados pelos investigadores.
Ligação com a família de Marcola
Também indiciado como réu na Operação Vórtex, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, é considerado o chefe da facção. Conforme O Brasilianista, Bezerra possuía proximidade com a família do líder da organização, tendo relação próxima de Francisca Alves da Silva, cunhada de Marcola e esposa de Alejandro Camacho Júnior.
Com as investigações, a advogada teve R$ 27 milhões bloqueados na Justiça em seu nome, além de diversos itens de luxo apreendidos. Entre carros, joias, aparelhos eletrônicos e relógios de luxo, a apuração apreendeu patrimônios de alta liquidez, podendo ter sido utilizados como ativos para lavagem de dinheiro.
Investigados na Operação Vérnix
A deflagração realizou a expedição de seis mandados de prisão. Destes, cinco se tornaram réus pela Justiça de São Paulo. Assim, Marcola e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, além de seus sobrinhos, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, se tornaram réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro junto com Deolane Bezerra.
Os sobrinhos, segundo o Ministério Público, se encontram foragidos no exterior. Já Marcola e seu irmão se encontram presos em penitenciárias federais, de acordo com O Brasilianista.
PCC é enquadrado como organização terrorista
Neste mês de junho de 2026, os Estados Unidos enquadraram tanto o PCC quanto o Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (OTE). A sanção entrou em vigor imediatamente.
Segundo apurou O Brasilianista, a classificação não efetua alterações na legislação brasileira e tampouco dá autorização aos EUA de realizarem intervenções militares no país. No entanto, o enquadramento realiza o congelamento de ativos internacionais vinculados às facções, restringe operações financeiras e amplia o monitoramento de movimentações suspeitas.

