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Política

Caso Jaques Wagner: fantasma da corrupção volta a assombrar governo

Dentro do governo, a prioridade é que a situação do senador não respingue na imagem de Lula

Caso Jaques Wagner: fantasma da corrupção volta a assombrar governo

O governo Lula tema analisado a estratégia de Jaques Wagner (PT-BA), após o senador ter sido alvo da nona deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga o Caso Master.

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A preocupação principal do governo é o caso respingar na imagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que já está na corrida para a reeleição. Uma das principais dúvidas é sobre a capacidade de Jaques Wagner se manter na liderança do governo no Senado.

Apesar de o senador tentar, não há possibilidade de se manter na liderança do governo. A vontade dentro do governo, incluindo a Esplanada dos Ministérios, não só o Palácio do Planalto, é que o Jaques Wagner deixe a liderança do governo para que esse problema não se espalhe para a imagem de campanha de Lula.

Além disso, a imagem do presidente já é de corrupto para grande parte da população. Desta maneira, a volta do fantasma da corrupção é algo que preocupa o governo. Assim, os próximos passos serão apresentados a depender do resultado da próxima pesquisa eleitoral.

Aliados de primeira hora do governo discutem a possibilidade de o senador deixar a liderança por vontade própria, visando o ato como ideal para evitar maior desgaste na imagem do presidente. Porém, o próprio presidente não rifaria o senador e amigo de longa data, para não ser taxado de traidor.

Outro ponto de atenção é a atuação de Jaques Wagner como líder do governo no Senado. Isso, pois o governo tem perdido muitas batalhas no Senado, assim como na Câmara.

Além disso, apesar da perspectiva de renúncia no cargo de líder do senador, não há um segundo nome que possa ocupar o lugar de Jaques Wagner. Isso, pois a base do governo no Congresso Nacional é pífia.

Quem mais está na mira da última deflagração da Operação Compliance Zero

Além do parlamentar, a nona deflagração da Operação Compliance Zero também mira no sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Ferreira Lima. Segundo apurou O Brasilianista, detalhes da operação divulgados pela PF apontam uma relação de longa data entre o parlamentar e o ex-CEO do Banco Master.

A ajuda política do parlamentar ao empresário em diversos momentos, como na compra frustrada do Master pelo Banco de Brasília (BRB), garantiu vantagens financeiras para o senador, como um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões.

Jaques Wagner negou relação com o Banco Master

De acordo com apuração de O Brasilianista, o líder do governo no Senado negou ter sido denunciado ou formalmente acusado em nenhum dos processos nos quais seu nome é citado. Além disso, o senador afirma acompanhar o andamento das investigações com “tranquilidade”, além de confiar nos procedimentos realizados pela PF.

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