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Justiça

Entenda os argumentos de Jaques Wagner para tentar anular a operação da PF

Senador diz que o STF ‘corrigirá’ erros na atuação das investigações

Entenda os argumentos de Jaques Wagner para tentar anular a operação da PF

O senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentou nesta segunda-feira, 22, sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular as investigações da Polícia Federal (PF), que autorizaram a busca e apreensão em sua residência.

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Em nota, a defesa do senador, conduzida pelo advogado Pablo Domingues, afirma que a atuação da PF representa um “equívoco” e compromete a legitimidade das investigações.

Pablo sustenta ainda que Wagner não atuou no Congresso para favorecer o Banco Master. “Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, explica a nota. 

Já Wagner explica que os valores encontrados durante a ação da PF têm duas origens: parte corresponde a diárias pagas em viagens oficiais, devidamente declaradas, e outra parte foi obtida em instituição financeira, com registros formais. “O próprio Ministério Público Federal (MPF) já havia considerado prematura a apreensão desses bens”, afirmou o senador, acrescentando que “o STF corrigirá os equívocos” e reforçando sua tranquilidade quanto à conduta. 

Emenda Master

A nota também esclarece que Wagner se posicionou contra a chamada Emenda Master, ao apoiar a PEC 65/2023, que trata da autonomia financeira do Banco Central do Brasil (Bacen).

“Todos esses posicionamentos e atuações do senador Jaques Wagner são públicos. O próprio relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), reforçou em nota jamais ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do assunto”, explica a nota disponibilizada pela assessoria.

O Brasilianista optou por buscar o senador Jaques Wagner para obter mais esclarecimentos sobre a petição, inclusive sobre a existência de provas mais robustas que confirmem se os valores apreendidos foram devidamente declarados.

Até a publicação desta matéria, não houve respostas além das notas já divulgadas. O espaço da notícia segue em aberto para novos esclarecimentos do senador.

Compliance Zero

Pela primeira vez, a base governista é diretamente envolvida nas apurações do escândalo do Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso ocorre em meio a especulações de que Jaques Wagner poderá deixar a liderança do governo no Senado. 

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira, 18, cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências do senador Jaques Wagner e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Lima.

As revelações, apuradas porO Brasilianista, indicam que Wagner mantinha proximidade com Lima, ampliando a pressão sobre o governo e trazendo risco de desgaste à campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva.

Novos Impasses

O Brasilianista também registrou recentemente sobre a possível saída do senador Jaques do cargo de liderança, destacando que essa medida poderia gerar uma fragilidade na pré-campanha e na reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Uma nova análise em construção aponta a existência de dois possíveis nomes para assumir o espaço do senador: Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE). Até o momento, a circulação dessa informação não passa de especulações. O clima no Senado é de que ainda é muito cedo para discutir um novo nome.

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