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Política

Possível saída de Jaques Wagner da liderança acende disputa e expõe fragilidade

Nos bastidores, a avaliação é de que a escolha de um novo líder ainda é indefinida, e os nomes cotados são tratados como especulações

Possível saída de Jaques Wagner da liderança acende disputa e expõe fragilidade

Nesta semana, iniciaram-se as discussões sobre possíveis substitutos na liderança do Senado, caso a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) se concretize.

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A crise, que pode representar um risco à pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganhou força na última semana, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a 9ª Operação Compliance Zero, atingindo o núcleo petista.

Jaques Wagner vem sendo pressionado a deixar o cargo, mas não deixou claro se cederá. Nos últimos dias, afirmou que só sairia caso Lula formalizasse o pedido. Ainda é aguardada uma conversa com o presidente da República para definir o futuro do senador nos próximos dias.

Os corredores do Senado

Nos bastidores, prevalece a avaliação de que ainda é cedo para apontar um sucessor. Ao longo da manhã desta segunda-feira, 22, alguns nomes foram mencionados como possíveis articuladores no Legislativo.

A imprensa destacou dois nomes: os senadores Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE), apontados como potenciais candidatos.

Segundo a CNN, Teresa Leitão estaria sendo sondada para ocupar a cadeira. A senadora é a primeira mulher eleita por Pernambuco e é vista como alguém com boa relação com o governo, agregadora e confiável, sem perfil de confronto com o Executivo.

O que dizem os nomes cotados?

Para O Brasilianista, a assessoria de Teresa Leitão negou qualquer expectativa de assumir a liderança. “Neste momento, a informação não passa de especulação”, afirmou. A senadora deve seguir seu mandato até 2031, sem previsão de disputar as eleições de outubro.

Já Camilo Santana, após deixar o Ministério da Educação (MEC), tem concentrado esforços na articulação política no Ceará, especialmente na campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT-CE). Ele já declarou que não disputará o governo em outubro. Até o momento, não houve manifestação oficial do senador.

Randolfe Rodrigues, líder do Governo no Congresso Nacional

A coluna também buscou informações junto à assessoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do Governo no Congresso Nacional, mas não obteve retorno.

No início do ano, Randolfe chegou a afirmar que apoiaria a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes envolvendo o Banco Master. De acordo com o registro, os pedidos de apoiamento atingiram aproximadamente 423 assinaturas para abertura da comissão.

Fontes de bastidores avaliam que o senador acumula funções e que, até o fim do ano, suas atividades podem seguir em ritmo mais lento.

Até a publicação da matéria, a assessoria informou que qualquer comunicado ou manifestação sobre o caso será encaminhado à redação.

Jaques Wagner aciona STF

O senador Jaques Wagner encaminhou, por meio de sua assessoria, dois comunicados que tratam de sua defesa no caso.

A manifestação do parlamentar sustenta que a decisão foi equivocada.“O senador jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master. Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, diz a nota.

Esse posicionamento foi registrado e noticiado pelo Bnews no final desta segunda-feira.

O Brasilianista publicou uma análise destacando que a grande preocupação é de que a imagem do presidente seja prejudicada até as eleições. Esse impacto, segundo a publicação, coloca em jogo também a credibilidade de Wagner em se manter na liderança.

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