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Política

Veja os argumentos da defesa do sobrinho de aliado de Ibaneis sobre “carteirada” na PMDF

Moraes foi preso com sinais de embriaguez e comportamento agressivo e intimidatório durante abordagem policial

Veja os argumentos da defesa do sobrinho de aliado de Ibaneis sobre “carteirada” na PMDF

No último sábado (20), Davi Moraes da Silva, sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz (MDB), foi preso em confusão em bar na Asa Sul do DF, dando “carteirada” na Polícia Militar. Sua defesa afirma que houve um “comportamento abusivo e inadequado” do estabelecimento comercial, além de uma abordagem “manifestamente ilegal, abusiva e criminosa” da PMDF.

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Segundo aponta sua defesa, Moraes foi vítima de um tratamento manifestamente inadequado pela gerência do estabelecimento comercial Responsa Bar. De acordo com o manifesto, o cliente foi obrigado a pagar por itens que não havia consumido, além de a cobrança ter sido mantida após a intervenção de um sargento da PMDF.

O advogado elucida que o sobrinho de Wellington Luiz foi vítima de lesão corporal e abuso de autoridade, após o acionamento da PMDF pela gerência do estabelecimento. Conforme manifestação da defesa, os procedimentos correcionais foram instaurados para apurar e punir os sargentos da corporação, além de, futuramente, ingressar com uma ação contra o estabelecimento.

Durante a abordagem policial, Moraes pergunta aos policiais se eles “querem manter” a prisão após informá-los de que é sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do DF. Além disso, ele afirma que as promoções dos agentes públicos “não vão sair”. Em áudio nas redes sociais, Davi se desculpou pelas declarações, afirmando terem sido “infelizes”.

Segundo a PMDF, Moraes foi detido após o estabelecimento acionar a corporação por desentendimentos relacionados à conta. O sobrinho de Wellington Luiz apresentava sinais de embriaguez e manteve comportamento agressivo e intimidatório durante toda a abordagem.

Confira, a seguir, o vídeo da abordagem policial divulgado nas redes sociais

Aliado de Ibaneis, Wellington Luiz sentou em cima de pedidos de impeachment

Conforme apurou O Brasilianista, o presidente da Câmara Legislativa do DF, Wellington Luiz (MDB), é aliado de primeira hora de Ibaneis Rocha (MDB). Em sua atuação na Casa, o parlamentar solicitou a análise dos três pedidos de impeachment a Ibaneis, impedindo sua tramitação.

Caso fosse afastado do cargo, a campanha do candidato ao Senado Federal seria comprometida. Em 2023, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afastou Ibaneis do governo do DF por conta do ocorrido em 08 de janeiro. Em março de 2026, Ibaneis saiu do governo para concorrer ao Senado.

Caso Master e BRB

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, categoricamente, que a operação de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB) possui origem criminal. Desta maneira, segundo apurou O Brasilianista, culpabilizando o ex-governador, Ibaneis Rocha, pela tramitação da aquisição. Em sua fala, o ministro comenta que a investigação desencadearia a prisão de Ibaneis.

Conforme apuração de O Brasilianista, Rocha foi indiciado pelos seguintes crimes: falta de responsabilização imediata aos dirigentes do BRB que praticaram atos inconstitucionais; procedimentos incompatíveis com a honra e decoro de seu cargo; ordenação de despesas e realização de operações financeiras sem a devida autorização legal e prévia; exposição patrimonial; negligência na guarda e preservação de patrimônio público; impulsionar e defender, de maneira pública, uma operação de risco elevado; aquisição de bem com verba pública com superfaturamento; operações financeiras sem observância das normas legais regulatórias e, por fim, enriquecimento ilícito de terceiros.

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