Desde que Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, publicou em sua rede social um vídeo expondo suas frustrações sobre como tem sido tratada por Flávio Bolsonaro, o pré-candidato à Presidência da República alternou seu comportamento.
Primeiro, divulgou um vídeo tentando mostrar controle sobre a situação, citando até o jogo da seleção brasileira. No dia seguinte, publicou outra fala ressaltando seu respeito e sua proximidade com as mulheres, grupo onde enfrenta dificuldades.
No vídeo que encurralou Flávio, Michelle fala sobre como é descartada como figura política, uma vez que o filho do ex-presidente disse que ela “não entende de política”.
“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi”, disse a ex-primeira-dama.
O contratempo de Flávio é que, sem o apoio de Michelle, que se tornou uma voz ativa dentro do eleitorado evangélico e feminino, dificilmente conseguirá vencer as eleições em primeiro turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, publicou Flávio em resposta.
Horas depois da resposta de Flávio, Michelle publicou um stories reforçando que não guarda mágoas dele.
Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), precisou interromper sua viagem aos EUA para voltar a São Paulo e resolver o imbróglio familiar.
O presidente do PL afirmou que o partido deve trabalhar pela união de ambos e garantir que, nas próximas eleições, Lula seja derrotado.
Nas entrelinhas, porém, Valdemar não transmitiu a mesma mensagem quando foi abordado pela GloboNews no aeroporto, em Miami.
Na ocasião, afirmou que, por conta dessa confusão, o partido considera a possibilidade de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não vença as próximas eleições.
“Nós temos que acertar isso aí. Se a gente não acertar, nós vamos perder em casa”, disse Valdemar.
Se essa costura não acontecer nos próximos dias, as chances de Flávio sangrará ainda mais, e não só pelas mãos PT, até as eleições.

