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Política

Saiba por que a FSB negou vínculo com dona da CazéTV

Empresa de comunicação contestou reportagem sobre suposta contratação pela LiveMode

Saiba por que a FSB negou vínculo com dona da CazéTV

A FSB Comunicação negou ter sido contratada pela LiveMode, empresa responsável pela CazéTV, e afirmou que é falsa a informação publicada pelo portal Metrópoles sobre uma suposta parceria entre as companhias.

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Em nota enviada ao BNews, a empresa declarou que a LiveMode não faz parte de sua carteira de clientes.

O posicionamento ocorre em um momento em que a CazéTV enfrenta uma investigação do Ministério da Justiça sobre a divulgação de anúncios de casas de apostas durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.

FSB contesta informação sobre contratação

A FSB Comunicação rebateu a informação, que apontava um reforço na estratégia de comunicação da dona da CazéTV em meio às discussões envolvendo o futuro modelo da liga nacional de futebol.

A reportagem do Metrópoles afirmava que a contratação teria ocorrido no primeiro semestre de 2026 e faria parte de uma estratégia da LiveMode durante as movimentações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para discutir um novo formato de liga com maior autonomia dos clubes.

Em nota, a FSB foi categórica ao negar qualquer vínculo comercial com a empresa.

“A FSB Comunicação esclarece que a LiveMode não é sua cliente e, portanto, a informação não procede.”

Após a repercussão, o BNews informou que procurou a LiveMode para comentar o caso, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

CazéTV é alvo de investigação sobre publicidade de apostas

Segundo O Brasilianista, o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a abertura de investigação para verificar se a plataforma divulgou publicidade de casas de apostas em desacordo com a legislação durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.

A apuração ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que analisará vídeos exibidos durante os jogos para verificar se houve incentivo ao jogo impulsivo, promessa de ganhos fáceis ou minimização dos riscos das apostas esportivas.

Caso sejam identificadas irregularidades, o Ministério da Justiça poderá aplicar sanções administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Governo amplia restrições às propagandas de bets

O endurecimento da fiscalização ocorre em meio ao avanço das medidas adotadas pelo governo federal para ampliar o controle sobre o mercado de apostas.

Como mostrou O Brasilianista, o Ministério da Fazenda prepara uma regulamentação que obrigará anúncios de apostas esportivas a exibirem alertas sobre os prejuízos financeiros e os riscos à saúde associados ao jogo.

A proposta foi anunciada pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que comparou a iniciativa às advertências obrigatórias utilizadas nas embalagens e propagandas de cigarros.

O impacto das Bets

Os impactos das apostas também aparecem nos dados do governo federal. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 574 mil brasileiros já recorreram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão, criada em dezembro de 2025 para permitir o bloqueio voluntário em todas as casas de apostas autorizadas no país.

Entre os usuários, 41% afirmaram que decidiram deixar as plataformas por causa da perda de controle sobre o jogo e dos impactos na saúde mental.

Os números mostram ainda que 18% buscaram a autoexclusão para evitar o uso indevido de seus dados pessoais, enquanto 12% apontaram dificuldades financeiras como principal motivo para abandonar as apostas.

Além disso, 69% dos cadastrados optaram por permanecer bloqueados por tempo indeterminado, o que indica que a maioria não pretende retornar às plataformas.

O Brasilianista procurou a LiveMode para comentar as informações relacionadas à investigação e às recentes discussões envolvendo a plataforma, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventual manifestação.

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