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Economia

Empreendedorismo é forte globalmente, mas Brasil possui cenário desafiador

Um índice que mede as condições das nações para os empreendedores coloca o país como o 44º melhor para gerir um negócio

Empreendedorismo é forte globalmente, mas Brasil possui cenário desafiador

O empreendedorismo segue forte em todo o mundo, porém as fragilidades estruturais ameaçam a sustentabilidade dos negócios a longo prazo.

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É isso que indica o Relatório Global GEM 2025/2026, lançado em fevereiro deste ano pelo Tecnológico de Monterrey em colaboração com a GEM México e o Instituto de Emprendimiento Eugenio Garza Lagüera. Os dados foram coletados de 53 economias, que representam aproximadamente 43% da população mundial e 57% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

O estudo evidencia que as taxas de criação de novas empresas estão em níveis recordes em muitas regiões do mundo.

Porém, ao mesmo tempo, o levantamento indica que cresce uma lacuna de sobrevivência, onde apenas algumas startups conseguem se consolidar no mercado de negócios, bem como uma lacuna de preparo para a inteligência artificial (IA), diferenciando os empreendedores com acesso e facilidade de uso da ferramenta com aqueles que não possuem essas características.

Ainda assim, um dado que se destaca é a força das condições dos países para os empreendedores, medido pelo Índice Nacional de Contexto Empreendedor (NECI). Os Emirados Árabes conquistaram pelo quinto ano consecutivo o título de melhor ambiente para empreender no mundo.

Esse contexto revela um dado preocupante: apenas quatro economias — Índia , Lituânia , Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — atenderam ou superaram os critérios de suficiência em todas as 13 condições do quadro regulamentar, que incluía financiamento empresarial, políticas governamentais, educação e acesso ao mercado.

O Brasil, por exemplo, está na 44ª posição desse índice, com uma pontuação de 4 para um bom ambiente empreendedor. Para fins de comparação, os Emirados Árabes registram 7 pontos na escala do índice NECI.

Veja o ranking:

País Classificação de renda Pontuação NECI Emirados Árabes UnidosAlta renda7.0 TaiwanAlta renda6.5 Arábia SauditaAlta renda6.4 LituâniaAlta renda6.4 ÍndiaRenda média6.2 CatarAlta renda6.0 BahrainAlta renda6.0 Coreia do SulAlta renda5.9 SuíçaAlta renda5.7 FinlândiaAlta renda5.7 Países BaixosAlta renda5.7 OmãRenda média5.6 EstôniaAlta renda5.6 CanadáAlta renda5.2 LetôniaRenda média5.1 FrançaAlta renda5.0 ÁustriaAlta renda4.9 JapãoAlta renda4.9 JordâniaRenda média4.9 Estados UnidosAlta renda4.8 IsraelAlta renda4.8 SuéciaAlta renda4.8 NoruegaAlta renda4.8 AlemanhaAlta renda4.7 TailândiaRenda média4.7 RomêniaRenda média4.6 ChileRenda média4.6 El SalvadorRenda média4.5 PortugalAlta renda4.4 LuxemburgoAlta renda4.4 EspanhaAlta renda4.4 ArgéliaRenda média4.3 ItáliaAlta renda4.3 PolôniaAlta renda4.3 ChipreAlta renda4.3 EgitoRenda média4.3 Reino UnidoAlta renda4.2 UruguaiRenda média4.2 ArgentinaRenda média4.2 ChinaRenda média4.1 EslovêniaAlta renda4.1 EquadorRenda média4.0 MéxicoRenda média4.0 BrasilRenda média4.0 Porto RicoAlta renda4.0 PeruRenda média3.9 África do SulRenda média3.9 HungriaAlta renda3.8 GuatemalaRenda média3.8 Costa RicaRenda média3.8 EslováquiaAlta renda3.7 VenezuelaRenda média3.2 AngolaRenda média3.2

Empreender no Brasil pode ser difícil e caro

Especialista entrevistado para esta matéria do O Brasilianista explica que o Brasil possui um ambiente desafiador para o empreendedorismo, sobretudo em relação a países de “primeiro mundo”.

Isso pode ser comprovado tanto na abertura de um negócio mas, principalmente, na gestão e manutenção dele. Esse fato tem relação com alguns fatores, como:

  • Carga tributária elevada
  • Infraestrutura pobre
  • Legislação tributária complexa
  • elevada burocracia regulatória
  • Taxa de juros proibitiva

Os custos de ter uma empresa no Brasil são altos e podem até mesmo comprometer a operação de muitas delas, especialmente as de pequeno porte.

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