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Economia

Quem foi Alan Greenspan?

O economista faleceu na última segunda-feira (22) aos 100 anos, por complicações da doença de Parkinson

Quem foi Alan Greenspan?

Economista e ex-presidente do Federal Reserve (Fed) por quase duas décadas, Alan Greenspan faleceu aos 100 anos por complicações da doença de Parkinson na última segunda-feira (22). A divulgação de sua passagem foi feita por sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell.

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Liderando o Banco Central dos Estados Unidos de 1987 a 2006, Greenspan foi considerado o principal formulador de políticas econômicas em sua época. Além de ter escrito livros como “A Era da Turbulência”, “Capitalismo na América” e “O mapa e o território: risco, natureza humana e o futuro das previsões”.

Sua trajetória no Fed coincidiu com o período de maior prosperidade estadunidense. Atuando logo após o fim da Guerra Fria, o economista destacou uma conduta otimista, com fascinação pela tecnologia e aversão à regulamentação.

Seu comportamento, porém, passou a ser associado como a marca ideológica que deixou consequências destrutivas, como a desregulamentação do setor bancário de Wall Street e a taxa de desemprego de estadunidenses devido ao livre comércio.

Trajetória profissional de Greespan

Nascido em 6 de março de 1926 em Nova York, Alan Greenspan iniciou sua trajetória para se tornar um dos economistas mais influentes da história monetária dos Estados Unidos pela Universidade de Nova York (NYU). Com mestrado, iniciou a carreira no setor privado, tornando-se consultor do mercado financeiro.

Sua atuação política teve início em 1968, aos 42 anos, participando da campanha presidencial de Richard Nixon. Após, de 1974 a 1977, Greenspan integrou o governo de Gerald Ford, atuando como chefe do Conselho de Assessores Econômicos. Neste período, o economista contribuiu para a implementação de políticas econômicas em um momento de alta inflacionária.

No período de 1981 a 1983, foi presidente do conselho da Comissão Nacional de Reforma da Segurança Social e, em 1987, foi escolhido pelo presidente Ronald Reagan para comandar o Federal Reserve.

Atuação no Fed e a crise de 2008

Guiado pela defesa do livre mercado, Greenspan atuou no Fed com sucesso notável em conter a inflação. Durante a vigência do seu comando no Banco Central, o economista ajudou a lidar com diversos choques como a quebra da bolsa de valores semanas após sua posse, o tremor ocorrido pelo quase colapso do mercado financeiro asiático em 1997 e, em 2001, com as consequências dos ataques terroristas presenciados no país.

O Fed, em seu comando, dava aos investidores a segurança de que o economista interviria sempre que necessário para conter uma futura crise financeira. Outro fator de desenvolvimento neste período foi o crescimento de reservas na poupança. Mesmo sendo volátil, o capital foi importante para a busca de investimentos lucrativos e, muitas vezes, reduzindo as taxas de juros a longo prazo.

No entanto, com sua renúncia em 2006 e a quebra da bolsa de Nova York em 2008, seu legado foi posto em cheque, e suas ações no comando do Fed criticadas. Isso, pois o economista ignorou sinais de que o mercado imobiliário estaria se tornando uma bolha econômica e continuou mantendo os juros baixos.

Uma das críticas mais contundentes à sua gestão foi a aparente falha na sua atuação de regulador da economia, permitindo que sua política monetária expansionista destruísse parte da riqueza que auxiliou a gerar, mostrando-se contraproducente.

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