Publicidade
Justiça

Saiba o que a PF investiga na nova fase da Operação Anáfora

Mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias

Saiba o que a PF investiga na nova fase da Operação Anáfora

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (30) a segunda fase da Operação Anáfora para aprofundar uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao desvio de recursos públicos, especialmente destinados à área da saúde.

Publicidade

Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.

As buscas têm como principal alvo o ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente estadual do MDB, Washington Reis, além de familiares do político.

Nova fase amplia investigação iniciada em 2022

Esta é a continuidade de uma investigação iniciada em setembro de 2022, quando a primeira fase da Operação Anáfora teve como foco a contratação de uma cooperativa de trabalho pela Prefeitura de Duque de Caxias.

Na época, os contratos e aditivos investigados ultrapassavam R$ 500 milhões e envolviam serviços voltados à área da saúde.

A nova etapa ocorre porque, durante a análise do material apreendido na primeira fase, a Polícia Federal identificou indícios de novas práticas que poderiam caracterizar ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

De acordo com investigadores ouvidos pela emissora, as diligências desta terça-feira concentram-se em imóveis e endereços ligados ao ex-prefeito e pessoas próximas.

A investigação permanece na instância superior em razão do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a manutenção do foro por prerrogativa de função em determinadas situações, mesmo após o encerramento do mandato do agente público.

PF aponta ocultação de patrimônio e uso de terceiros

De acordo com comunicado divulgado pela Polícia Federal, as apurações realizadas após a primeira fase permitiram aprofundar a investigação sobre os supostos mecanismos utilizados para ocultar recursos que teriam origem no desvio de verbas públicas.

Foram identificados indícios de que investigados mantinham bens registrados em nome de terceiros, realizavam despesas incompatíveis com a capacidade financeira declarada e participavam de negociações relacionadas ao mercado imobiliário.

Essas circunstâncias passaram a integrar a linha principal da investigação sobre lavagem de dinheiro.

A PF informou ainda que, nesta fase da operação, são cumpridos dez mandados expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros quatro autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

O que pode acontecer?

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

A corporação ressalta que outras infrações penais poderão ser incluídas caso novos elementos sejam identificados durante o andamento das investigações.

A investigação busca esclarecer o caminho percorrido pelos recursos públicos supostamente desviados e verificar se parte do patrimônio dos investigados foi ocultada por meio da utilização de terceiros ou de operações imobiliárias.

O objetivo das buscas realizadas nesta terça-feira é reunir documentos, registros financeiros e demais elementos que possam contribuir para a continuidade da apuração.

A Operação Anáfora permanece em andamento, e os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados pela Polícia Federal para subsidiar as próximas etapas da investigação e eventual responsabilização dos envolvidos, conforme o avanço das apurações.

O Brasilianista procurou a defesa de Washington Reis, mas não recebeu retorno até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.

Acompanhe as nossas redes sociais