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Economia

Internet lidera o mercado publicitário em 2026, segundo pesquisa

O salto se deu principalmente por um avanço do mercado digital

Internet lidera o mercado publicitário em 2026, segundo pesquisa

Segundo pesquisa do Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário (Cenp), o investimento publicitário digital ultrapassou o da TV aberta pela primeira vez no primeiro trimestre de 2026.

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Reportagem do BNews mostrou que o movimento foi estimulado pelo crescimento de 24,3% do mercado digital. Isso, pois, os investimentos no período de janeiro a março deste ano somaram R$ 2,14 bilhões. Desta forma, a internet foi escolhida pelos anunciantes, que preteriram a televisão.

Cerca de 38,3% da verba destinada à publicidade no país foi movida para anúncios na internet, enquanto a televisão contou com 31,3% de todo o montante investido. Em relação ao mesmo período no ano anterior, o aporte na TV aberta caiu 0,25%.

O crescimento, no entanto, não foi só da publicidade digital. Isso, pois os anunciantes investiram cerca de R$ 58,8 bilhões no mercado publicitário no período levantado. Em comparação ao ano anterior, foi registrado um aumento de 18,3%.

Mudança gradual no mercado

A liderança digital no mercado publicitário foi consolidada após uma mudança gradual no setor. Em 2023, os investimentos na internet concentravam cerca de 33,9% dos investimentos, contra 46,3% da televisão. Ao longo dos anos, os aportes de anúncios na TV aberta foram registrando quedas, enquanto os digitais aumentavam. Em 2025 quase houve um empate, com 36,5% para o digital e 37,1% para a televisão.

Além disso, os anúncios digitais também variam entre si. Sendo assim, as propagandas em display, como banners e peças gráficas, correspondem a 58% dos investimentos, com R$ 1,24 bilhão.

O maior crescimento no âmbito digital ocorreu com os anúncios em vídeo. Em 2025, foram investidos R$ 124,2 milhões, e o número subiu para R$ 226 milhões em 2026, um salto de 82%. A modalidade compreende 10,6% do aporte em todo o período. Há, também, o avanço da publicidade nas redes sociais, que responderam por 24,8% dos investimentos.

Publicidade e Bets

Em texto aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), o PL 3563/2024 impõe restrições ao mercado de apostas com quota fixa e jogos online, conhecidos como bets. Segundo apurou O Brasilianista, a proposta seguiu para tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A preposição busca a proibição de anúncios na TV e em redes sociais e a pré-instalação de aplicativos de apostas em dispositivos eletrônicos. Além disso, o projeto impõe punição de até R$ 10 milhões e a perda da autorização de funcionamento para as operadoras que descumprirem os requisitos.

A proibição da publicidade de bets não parece o futuro

Em entrevista a O Brasilianista, especialistas comentam que a tendência regulatória internacional não é a proibição total, mas sim a restrição de publicidade por idade, horário de audiência e diretrizes de transparência.

Além disso, há o risco da proibição fomentar a prática do mercado ilegal, pois as apostas ocorrem no ambiente digital, no qual operadores conseguem alcançar os consumidores. Para tal, o modelo mais eficiente seria a publicidade responsável, aliada a uma fiscalização rigorosa do Estado.

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