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Política

Pesquisa aponta prejuízo na imagem de Lula após caso Jaques Wagner e Master

Segundo a Atlas, 61,2% dos entrevistados confirmaram que a investigação ao senador afeta a reeleição do presidente

Pesquisa aponta prejuízo na imagem de Lula após caso Jaques Wagner e Master

De acordo com a pesquisa Atlas, aproximadamente 61,2% dos brasileiros acreditam que a investigação do senador e antigo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) prejudicam a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a reeleição.

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Destes, 32,4% responderam que prejudica muito, enquanto 28,8% afirmam que afeta um pouco. Os indecisos foram 2,4% e 36,4% confirmam que a investigação não afeta de nenhuma maneira uma eventual candidatura do presidente da República, que busca a reeleição.

A pesquisa levantou, também, um questionamento sobre a imagem do presidente da República dada a operação da PF contra Wagner. Desta maneira, 39,6% confirmam que piora muito; no entanto, 36,2% acreditam que a questão não afeta o pré-candidato.

O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (02) e realizado pela AtlasIntel/Bloomberg, entrevistando 4.999 eleitores no período de 26 a 30 de junho.

A investigação de Jaques Wagner

A nona deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga as supostas fraudes bancárias envolvendo o Banco Master, mirou o senador da República Jaques Wagner em sua averiguação. Conforme apurou O Brasilianista, a Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de US$ 49 mil em espécie em um endereço ligado ao parlamentar.

Além disso, a averiguação apura um possível vínculo do senador com o empresário Augusto Ferreira Lima, também investigado na deflagração. De acordo com as informações da PF, o parlamentar e o empresário possuem relação antiga, criando a possibilidade de negociações em favor de interesses privados do Banco Master.

Uma série de benefícios foram conectados ao Wagner pelos investigadores, como viagens internacionais, transferências de numerários e a aquisição de um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões.

Wagner sai da liderança do Senado

Teresa Leitão (PT-PE) foi escolhida para substituir Jaques Wagner na liderança do Senado Federal. A saída do parlamentar, segundo apurou O Brasilianista, foi realizada para que Wagner pudesse se concentrar em provar sua inocência, e que sua relação com Augusto Lima não caracteriza nenhuma ilegalidade.

A saída do senador do cargo foi confirmada logo após um encontro dele com o presidente Lula em Brasília. Depois da conversa entre os políticos, o parlamentar declarou que o melhor caminho para ambos seria o seu afastamento. Os bastidores indicavam certa pressão de aliados para que Wagner saísse voluntariamente da função, de modo que o fato não prejudicasse a candidatura à reeleição de Lula.

Jaques Wagner e sua equipe jurídica buscaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para rebater as acusações, apresentando uma petição ao Supremo com o objetivo de interromper as averiguações da PF. Segundo nota, a defesa do parlamentar afirma que a busca e apreensão foram equivocadas, visto que o parlamentar nunca atuou em favorecimento a Daniel Vorcaro no Congresso.

O fantasma da corrupção volta a assombrar o governo

Logo após a deflagração ter mirado Wagner na Operação Compliance Zero, o governo Lula iniciou a análise de estratégias para que o fato não prejudicasse o presidente. Conforme apurou O Brasilianista, a principal preocupação de aliados e da cúpula governamental era a imagem de Lula ser impactada negativamente.

Isso, pois, para grande parte da população, o presidente já possui a reputação de corrupto. Deste modo, a volta do fantasma da corrupção é uma preocupação.

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