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Política

Flávio tenta corrigir a própria lambança no tarifaço dos EUA

Lula vai na linha oposta de Flávio, que entende que não há motivo para o tarifaço

Flávio tenta corrigir a própria lambança no tarifaço dos EUA

O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tentou, mais uma vez, tratar de questões relacionadas à política tarifária do Brasil e a relação comercial com os Estados Unidos.

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O senador encaminhou uma carta ao escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), solicitando a suspensão da aplicação das tarifas adicionais de 25% sobre as exportações brasileiras.

Em suma, no documento, de 86 páginas, Flávio detalha suas propostas para tentar rever as possíveis tarifas e argumenta que os Estados Unidos deveriam suspender a medida e adotar mecanismos de negociação direta.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestou irritação com a tentativa de pedir o adiamento das novas tarifas para depois das eleições. No X, o presidente afirmou que a família Bolsonaro tenta entregar o país aos interesses de Donald Trump.

“Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois.  O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros”, disse Lula.

Audiência pública com Rubio

Na semana passada, Flávio recebeu uma resposta do secretário deEstado dos Estados Unidos, Marco Rubio, após tentar negociar com o país antes de uma eventual eleição.

Na carta, Flávio pediu que Rubio suspendesse a aplicação das tarifas contra o Brasil. Em resposta, Rubio afirmou que não seria possível atender ao pedido em razão de algumas divergências, inclusive comerciais, envolvendo o Brasil.

A resposta repercutiu políticas relacionadas, especialmente, ao comércio digital brasileiro. O Pix entrou na mira de Donald Trump, que alega que a ferramenta, desenvolvida pelo Banco Central, reduziu a dependência de empresas americanas.

Além disso, foram citados pontos defendidos pelo embaixador Jamieson Greer, como críticas ao sistema de pagamento eletrônico implementado no Brasil, além das dificuldades de acesso ao mercado de etanol e do desmatamento ilegal.

Rubio ressalta, na carta, que, na próxima semana (6 de junho), será realizada uma audiência para discutir a aplicação da tarifa e alegou que esse seria o “canal legítimo” para as negociações. Flávio comunicou que irá participar da audiência. As novas tarifas, que ainda não estão em vigor, devem ser decididas por Trump ainda em julho.

Quais setores podem ser afetados pelo tarifaço?

O Brasilianista fez um levantamento explicando quais setores podem ser mais afetados em uma eventual volta das tarifas.

De acordo com Vinicius Guilherme Rodrigues, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), os principais afetados seriam justamente os exportadores que dependem, em grande parte, do mercado americano, como produtores da indústria de base, de maquinário agrícola e de alimentos processados.

Apesar disso, outros setores utilizam componentes americanos, o que torna a adoção de tarifas mais amplas inviável.

Crises abertas na família e na pré-campanha

Nesta semana, Michelle Bolsonaro expôs sua saída do PL Mulher, em meio aos pedidos de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, para que participasse da pré-campanha do enteado.

Esse é mais um racha no núcleo da família após Michelle Bolsonaro publicar um vídeo expondo as dificuldades no relacionamento, bem como afirmar que se sentiu desrespeitada pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro também precisou rebater as falas de Paulo Figueiredo, que afirmou, nesta semana, que mulheres não sabem votar, o que dificulta a aproximação do senador com o eleitorado feminino e evangélico.

Dark Horse e Daniel Vorcaro

Além disso, Flávio não prestou esclarecimentos sobre os gastos do filme Dark Horse. O pré-candidato informou que abriria uma auditoria privada para obter esclarecimentos sobre os gastos da produção do filme, que pretende contar a trajetória política de Jair Messias Bolsonaro.

O senador pediu ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero, cerca de R$ 134 milhões para custear a produtora.

O caso segue, agora, sob a relatoria do ministro André Mendonça, que encaminhou o pedido à Procuradoria Geral da República para investigar o financiamento utilizado para a produção do filme.

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