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Política

Saiba quem é Lélio Carneiro Júnior

Empresário foi CEO do Grupo Coral, conglomerado que faliu em 2015. Seu nome voltou ao noticiário devido a disputas judiciais relacionadas ao grupo, por investimentos no mercado financeiro e pela tentativa de aquisição da SAF do Vila Nova Futebol Clube

Saiba quem é Lélio Carneiro Júnior

Lélio Vieira Carneiro Júnior foi CEO do Grupo Coral, conglomerado que atuava nos setores de terceirização de serviços e infraestrutura.

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Seu nome passou a figurar em diferentes processos relacionados ao grupo após a recuperação judicial e a decretação da falência da empresa.

Em resposta ao O Brasilianista, Lélio afirmou que nunca integrou o quadro societário do Grupo Coral e que foi incluído de forma equivocada em parte dessas ações, sustentando que não possui responsabilidade pelas obrigações das empresas.

O Grupo Coral entrou em recuperação judicial em 2011 e teve sua falência decretada em 2015. As disputas envolvendo a massa falida seguem em discussão na Justiça.

Umanizzare

Um dos temas discutidos nos processos envolvendo a massa falida do Grupo Coral diz respeito à suposta relação entre empresas do conglomerado e a Umanizzare Gestão Prisional, empresa responsavel pelo Compaj, presídio que ficou marcado pela rebelião de 1º de janeiro de 2017, que terminou com 56 presos mortos.

Em 2025, decisões proferidas em 1ª instância pela Justiça de Goiás reconheceram a existência de vínculo entre as estruturas para determinados fins processuais. Em resposta ao site, Lelio informou que essa decisão foi, posteriormente, reformada no âmbito do Tribunal de Justiça de Goiás e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça, que afastou esse entendimento nas discussões submetidas à Corte.

Em resposta ao O Brasilianista, Lélio ainda afirmou que jamais integrou o quadro societário da Umanizzare Gestão Prisional ou da Coral Administração e Serviços e que não possui qualquer responsabilidade por obrigações dessas empresas.

Migração dos fundos após a liquidação da Reag

Nos últimos anos, Lélio passou a atuar também como investidor no mercado financeiro. Foi cliente da Reag Investimentos e, em 2024, adquiriu a Asarock Asset Management, gestora posteriormente vendida, em setembro de 2025, a Gabriel Pupo, ex-executivo da Reag.

Após a liquidação da Reag, diversos fundos migraram para outras estruturas do mercado. Entre elas estava a Asarock Asset Management, gestora que havia sido adquirida por Lélio Vieira Carneiro Júnior em 2024 e posteriormente vendida, em setembro de 2025, a Gabriel Pupo.

Com a aquisição, Gabriel Pupo tornou-se o único acionista da Asarock e passou a liderar a gestora, que assumiu a administração de alguns fundos que migraram da antiga instituição, entre eles estruturas de investimento ligadas a Lélio Vieira Carneiro Júnior. Desde então, Lélio permaneceu exclusivamente na condição de cliente da gestora.

Em nota enviada ao site, a Asarock afirma que mantém relacionamento profissional com diferentes administradores fiduciários do mercado, entre eles empresas do grupo ID, conforme a estrutura de cada fundo. Essas relações decorrem do modelo regulatório da indústria de fundos e não representam participação societária, controle comum ou integração empresarial entre as companhias.

Processo tributário

Lélio Vieira Carneiro Júnior também figura como parte em ação movida pela União relacionada a empresas que discutem débitos tributários.

Em resposta ao o Brasilianista, afirmou que nunca integrou o quadro societário das empresas apontadas como devedoras, que foi incluído apenas como suposto responsável solidário e que sua responsabilidade foi afastada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), em primeira e segunda instâncias.

O empresário também afirmou não possuir qualquer débito perante a União, conforme demonstram os sistemas oficiais.

Doações eleitorais

O nome de Lélio Vieira Carneiro Júnior também aparece em registros públicos de doações eleitorais realizadas em 2014.

Entre elas está uma contribuição para a campanha de reeleição de Carlos Souza, então deputado federal pelo Amazonas, condenado pela Justiça.

Em resposta a O Brasilianista, a assessoria de Lélio afirmou que a doação foi realizada há mais de dez anos, em estrita observância à legislação vigente, devidamente declarada à Justiça Eleitoral e destinada a um então candidato que, à época, não possuía qualquer condenação judicial.

A empresa também patrocinou campanhas ao Legislativo em 2014. Entre os nomes beneficiados estavam integrantes da família Câmara: Silas Câmara (PSC-AM), Antônia Lúcia Câmara (PSC) e Gabriela Ramos Câmara (PSC).

Empresário esportista

Além da atividade empresarial, Lélio é praticante de rally e participou de diferentes edições do Rally dos Sertões.

Em 2025, integrou um grupo de investidores interessado na aquisição da SAF do Vila Nova Futebol Clube. As negociações não avançaram após a deflagração da Operação Carbono Oculto, que atingiu a Reag, instituição que participava da estrutura apresentada ao clube.

A tentativa de compra ocorreu anos depois de Lélio ter sua candidatura à presidência do Conselho Deliberativo do Vila Nova impugnada. À época, a decisão foi fundamentada em interpretação do estatuto social do clube.

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