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Política

Disputa pelo Senado em SP repete cenário imprevisível das eleições de 2018 e 2022

Pesquisas colocam Simone Tebet, Ricardo Salles e Marina Silva empatados tecnicamente

Disputa pelo Senado em SP repete cenário imprevisível das eleições de 2018 e 2022

Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Ricardo Salles (Novo) aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo Senado, de acordo com o último levantamento do Datafolha, divulgado nesta terça-feira, 6.

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O Datafolha revelou que a ex-ministra do Meio Ambiente aparece com uma ligeira vantagem, com 18% das intenções de voto. Em seguida, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet registra 16%. Já o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) soma 13% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os outros nomes que pontuam na pesquisa são os deputados federais André do Prado (11%), Guilherme Derrite (10%) e Paulinho da Força (8%).

Esta é a primeira pesquisa divulgada que constrói esse cenário de disputa entre os pré-candidatos ao Senado. Em outubro de 2026, São Paulo deverá eleger dois senadores.

Vale destacar que 17% dos entrevistados responderam que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato. Outros 7% disseram não saber em quem votar.

Cenário com Haddad

No último levantamento publicado pelo Datafolha em março, foram explorados outros dois cenários para a disputa ao Senado. O primeiro considera a participação do pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP).

Nesse cenário, Haddad lidera com 30% das intenções de voto, enquanto Simone Tebet aparece em segundo lugar, com 25%.

Márcio França (20%) e Marina Silva (18%) aparecem tecnicamente empatados. Ricardo Salles (14%), Guilherme Boulos (14%) e Guilherme Derrite (14%) também registram empate técnico.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a preferência para o Senado se concentra em nomes como Fernando Haddad, Simone Tebet e Guilherme Boulos. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, há maior concentração de votos em Márcio França, Guilherme Derrite e Ricardo Salles. Tendência semelhante foi observada entre os eleitores de Tarcísio de Freitas.

O cenário de São Paulo em outras pesquisas

O Real Time Big Data também sondou as intenções de voto para o Senado em São Paulo. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores e adotou margem de erro de dois pontos percentuais.

Em junho, o levantamento mostrou Guilherme Derrite na liderança, com 17% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Simone Tebet, que registrou 16%. Marina Silva aparece em seguida, com 14%, também em empate técnico com Ricardo Salles, que soma 12%.

Em novembro de 2025, o Real Time Big Data registrou que os principais nomes para as duas vagas ao Senado eram Fernando Haddad (19%) e Guilherme Derrite (18%), ambos em empate técnico. Marina Silva aparecia na sequência, com 12%.

A Genial/Quaest, em abril, registrou, por exemplo, Simone Tebet (14%) e Márcio França (12%) tecnicamente empatados. Guilherme Derrite pontuou 8% das intenções de voto ao Senado.

As eleições para o Senado em 2018 e 2022

O cenário permanece diverso e sem uma definição precisa, sendo comum que candidaturas sofram alterações ao longo da campanha.

Nas eleições de 2018, a pesquisa Datafolha de outubro mostrava Eduardo Suplicy (PT) na liderança, com 25% das intenções de voto em São Paulo. Na sequência aparecia Mara Gabrilli (21%), tecnicamente empatada dentro da margem de erro.

Ao final da eleição, Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB) conquistaram as duas vagas ao Senado.

Em maio de 2022, a Quaest também apontou um cenário indefinido. José Luiz Datena liderava a disputa, com 28% das intenções de voto, enquanto Sergio Moro registrava 22%. Márcio França aparecia em terceiro lugar, com 11%.

Às vésperas da eleição, em outubro, a pesquisa do instituto Quaest mostrava empate técnico entre Márcio França (26%) e Marcos Pontes (25%). A margem de erro considerada era de dois pontos percentuais. O resultado final foi a eleição de Marcos Pontes pelo Partido Liberal (PL), com cerca de 10 milhões de votos (49%).

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