Israel compartilhou com os Estados Unidos novas informações de inteligência que apontariam para um suposto plano do Irã para assassinar o presidente Donald Trump.
Reportagem do The Wall Street Journal informou que pessoas familiarizadas com o assunto atribuíram a Israel a identificação da possível ameaça.
O Irã promete há anos retaliar a morte de Qassem Soleimani, general da Guarda Revolucionária morto em uma operação americana durante o primeiro mandato de Trump.
O presidente americano fez referência aos riscos contra sua vida durante uma conversa com jornalistas em Ancara, na Turquia. Trump declarou estar entre os possíveis alvos de seus adversários e afirmou ter conhecimento das ameaças direcionadas contra ele.
A nova informação surge enquanto Estados Unidos, Israel e Irã atravessam um período de tensões militares e diplomáticas.
Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversaram nesta quinta-feira (09) e concordaram em manter a coordenação entre os dois países.
Donald Trump foi alvo de ataques durante campanhas e mandato
A trajetória política de Trump já foi marcada por outros episódios relacionados à sua segurança. Durante a campanha presidencial de 2024, o então candidato republicano foi atingido de raspão na orelha durante um comício realizado em Butler, na Pensilvânia.
Dois meses depois, agentes do Serviço Secreto encontraram um homem armado escondido entre arbustos enquanto Trump jogava golfe em um clube de sua propriedade em West Palm Beach, na Flórida.
O episódio foi classificado pela Justiça americana como tentativa de assassinato.
Em abril de 2026, Trump, a primeira-dama Melania Trump e integrantes do governo precisaram deixar um jantar com jornalistas em Washington após um homem trocar tiros com seguranças na entrada do evento.
Ninguém ficou ferido, e as autoridades passaram a investigar se membros do governo estavam entre os possíveis alvos.
O novo alerta relacionado a Trump ocorre mais de 160 anos depois do assassinato de Abraham Lincoln.
Abraham Lincoln foi o primeiro presidente assassinado
Lincoln foi o primeiro presidente americano assassinado. Ele foi baleado por John Wilkes Booth em 1865 enquanto assistia a uma apresentação no Teatro Ford, em Washington, poucos dias depois do fim da Guerra Civil americana.

O presidente morreu na manhã seguinte ao ataque. Booth, ator e simpatizante da causa confederada, fugiu do local e permaneceu foragido durante quase duas semanas antes de ser localizado pelas autoridades.
James Garfield morreu meses depois de ser baleado
James A. Garfield tornou-se o segundo presidente dos Estados Unidos assassinado durante o exercício do cargo. Ele foi atingido por disparos em uma estação ferroviária de Washington em julho de 1881.

O autor do ataque foi Charles J. Guiteau, que havia apoiado a candidatura presidencial de Garfield e esperava receber um cargo no governo.
Após não conseguir a posição desejada, passou a responsabilizar o presidente por sua situação.
Garfield permaneceu ferido durante mais de dois meses. O presidente morreu em setembro daquele ano, em consequência de complicações relacionadas aos ferimentos provocados pelo ataque.
William McKinley foi morto durante evento público
Duas décadas depois da morte de Garfield, outro presidente americano foi vítima de um atentado. William McKinley foi baleado em setembro de 1901 durante uma exposição realizada em Buffalo, no estado de Nova York.
O responsável pelos disparos foi Leon Czolgosz, identificado como anarquista. McKinley inicialmente apresentou sinais de recuperação, mas seu estado de saúde piorou nos dias seguintes.

O presidente morreu oito dias depois do atentado. Theodore Roosevelt, que ocupava a Vice-Presidência, assumiu o comando dos Estados Unidos após a morte de McKinley.
John F. Kennedy foi atingido durante carreata
John F. Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963 enquanto participava de uma carreata presidencial pelas ruas de Dallas, no Texas.
O presidente estava em um automóvel aberto acompanhado da primeira-dama Jacqueline Kennedy quando foi atingido pelos disparos.
Lee Harvey Oswald foi preso acusado pelo assassinato. Dois dias depois, ele também foi morto a tiros por Jack Ruby enquanto era transferido sob custódia policial, episódio que alimentou questionamentos sobre as circunstâncias do crime.
O então vice-presidente Lyndon B. Johnson assumiu a presidência ainda no dia do ataque. A cerimônia de posse foi realizada a bordo do avião presidencial antes do retorno da comitiva a Washington.
Theodore Roosevelt discursou após ser baleado
Theodore Roosevelt já havia deixado a Presidência quando foi baleado durante a campanha eleitoral de 1912.
O republicano tentava retornar à Casa Branca quando sofreu o atentado em Milwaukee, no estado de Wisconsin.
O projétil atravessou os papéis do discurso e uma caixa de óculos guardados no bolso do ex-presidente antes de atingir seu peito. Os objetos reduziram o impacto da bala.

Mesmo ferido, Roosevelt realizou o discurso que estava programado. A bala permaneceu alojada em seu corpo porque os médicos consideraram mais seguro não tentar retirá-la.
Franklin Roosevelt escapou de ataque antes da posse
Franklin D. Roosevelt ainda era presidente eleito quando esteve próximo de um atentado em fevereiro de 1933. Um homem armado disparou contra o automóvel no qual ele estava durante um evento em Miami, na Flórida.
Roosevelt não foi atingido pelos disparos. O prefeito de Chicago, Anton Cermak, que estava próximo ao presidente eleito, ficou gravemente ferido.
Cermak morreu semanas depois em decorrência dos ferimentos. Roosevelt assumiu a Presidência no mês seguinte e permaneceu no cargo até sua morte, em 1945.

Gerald Ford enfrentou duas tentativas em menos de um mês
Gerald Ford foi alvo de duas tentativas de assassinato em setembro de 1975. Os episódios ocorreram em um intervalo inferior a três semanas e tiveram duas mulheres como responsáveis.
Na primeira tentativa, Lynette Fromme apontou uma arma para Ford enquanto ele caminhava por um parque em Sacramento, na Califórnia. O disparo não ocorreu e a mulher foi detida.

Poucos dias depois, Sara Jane Moore atirou contra o presidente quando ele deixava um hotel em São Francisco. O disparo não atingiu Ford, que concluiu o mandato em janeiro de 1977.
Ronald Reagan ficou 12 dias internado após atentado
Ronald Reagan foi atingido em março de 1981, pouco mais de dois meses depois de assumir a presidência. O ataque ocorreu quando ele deixava um hotel em Washington após participar de um evento.
Uma das balas disparadas por John Hinckley Jr. ricocheteou no automóvel presidencial e atingiu Reagan abaixo da axila esquerda. O presidente foi levado ao hospital e permaneceu internado durante 12 dias antes de retornar à Casa Branca.

O atentado também deixou outras pessoas feridas, entre elas o secretário de imprensa da Casa Branca, James Brady. Reagan concluiu o primeiro mandato, foi reeleito em 1984 e permaneceu na Presidência até janeiro de 1989.
Violência política também atingiu candidatos
Os ataques registrados nos Estados Unidos não ficaram restritos aos ocupantes da Casa Branca. Candidatos, parlamentares e outras autoridades americanas também foram alvos de atentados em diferentes momentos.
George Wallace, então governador do Alabama e candidato à Presidência, foi baleado durante um evento de campanha em 1972. Ele sobreviveu ao ataque, mas ficou paralisado da cintura para baixo.
Outros episódios atingiram integrantes do Congresso. A deputada democrata Gabrielle Giffords ficou gravemente ferida após ser baleada em 2011, enquanto o deputado republicano Steve Scalise foi atingido durante um ataque ocorrido em 2017.

