Publicidade
Política

Saiba quem é Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo

A possível candidatura é vista como uma forma de fortalecer a representação da Rede Sustentabilidade

Saiba quem é Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo

A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, é apontada como um dos principais nomes cotados para disputar uma das duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Segundo pesquisa Datafolha, ela está com 18% das intenções de voto. Filiada à Rede Sustentabilidade, Marina tem uma longa trajetória na política nacional e é reconhecida por sua atuação na pauta ambiental, tema que a projetou internacionalmente.

Publicidade

Caso a candidatura seja confirmada, Marina entrará na disputa em um dos maiores colégios eleitorais do país. A eleição para o Senado em São Paulo tende a concentrar nomes de peso da política brasileira e deve ser uma das mais acompanhadas do pleito de 2026.

Trajetória política e atuação ambiental

Nascida em Rio Branco (AC), Marina Silva iniciou sua trajetória política ao lado do líder seringueiro Chico Mendes, tornando-se uma das principais vozes em defesa da Amazônia e do desenvolvimento sustentável. Em 1994, foi eleita senadora pelo Acre, cargo que exerceu por dois mandatos.

Entre 2003 e 2008, durante os dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comandou o Ministério do Meio Ambiente. O período foi marcado pela adoção de políticas de combate ao desmatamento e pelo fortalecimento da fiscalização ambiental. Após deixar o governo, Marina disputou a Presidência da República em diferentes eleições, consolidando seu nome como uma liderança nacional.

Nas eleições de 2022, voltou ao Congresso ao ser eleita deputada federal por São Paulo. Pouco depois, foi convidada pelo presidente Lula para reassumir o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no terceiro mandato do petista.

Retorno ao governo Lula e agenda ambiental

À frente da pasta, Marina voltou a liderar políticas voltadas para a preservação ambiental, o combate ao desmatamento ilegal e a retomada da agenda climática brasileira. A ministra também passou a representar o Brasil em fóruns internacionais sobre mudanças climáticas, ampliando sua projeção no cenário externo.

Apesar do reconhecimento internacional, Marina enfrenta resistência de setores ligados ao agronegócio, à mineração e a parte da bancada ruralista no Congresso Nacional. Nos últimos anos, também protagonizou embates públicos com integrantes do governo e do Legislativo sobre licenciamento ambiental, exploração de petróleo na Margem Equatorial e projetos considerados de impacto ambiental.

Possível candidatura ao Senado

Nos bastidores políticos, a possível candidatura ao Senado por São Paulo é vista como uma forma de fortalecer a representação da Rede Sustentabilidade em uma das unidades da Federação mais importantes do país. Até o momento, entretanto, a ministra não confirmou oficialmente que disputará a eleição.

As articulações partidárias para a formação das chapas ainda estão em andamento, e a definição dos candidatos dependerá das negociações entre os partidos que compõem a base de apoio ao governo federal.

Disputa acirrada

Se entrar na disputa, Marina deverá enfrentar outros nomes de expressão nacional na corrida pelas duas vagas paulistas ao Senado. Além da força política construída ao longo de décadas de vida pública, a ministra aposta na identificação com o eleitorado ligado às pautas ambientais, de sustentabilidade e de combate às mudanças climáticas.

A eleição para o Senado em São Paulo promete ser uma das mais competitivas de 2026, reunindo candidatos de diferentes espectros políticos em uma disputa que deve ter reflexos na composição da próxima legislatura do Congresso Nacional.

Siga O Brasilianista nas redes sociais